*o trecho do texto em itálico já foi publicado anteriormente*
Complicado isso!
Não dá para enteder como determinadas pessoas agem de forma tão violenta quando querem alguma coisa em troca. Poderiam cativar em vez de "forçar a barra"
para conseguirem.
Generosidade? Pode ser que falte um pouco!
Mas como nem todo mundo é perfeito, temos que ser fortes o suficiente para suportar todas essas coisas.
Não vou narrar aqui nenhum caso porque é muito difícil tipificar. Mas é algo como uma cadeia trófica, ou, como diz o ditado: "É cobra engolindo cobra".
Merda foi o nome que eu dei para este texto, porque merda é a coisa mais descartável e insignificante que existe. É pra lá que se mandam as pessoas. Poderia
existir um carimbo "vai pra merda" ou "vai à merda", tanto faz! Merda é merda. Mas chega de falar de(ssa) merda - falar de merda é fácil - e vai procurar algo mais
útil pra fazer. Fui!
Voltei porque não consigo parar de escrever. Escrever é tudo. É manisfestação do pensamento de forma suave e discreta. E o que é melhor, introspectiva.
Não xingue! Dizia a velha senhora. Mas como não xingar? Já chamei de merda este texto! Qual seria o antônimo de 'merda'? Ai Jesus!?
Seja virtuoso. Talvez seja um bom caminho para se chegar...(me desconcentrei).
Agora que a poeira baixou, já posso pensar de maneira mais sistemática dos projetos (pessoais) vindouros...Longa pausa!
Voltei. Não sei se a poeira baixou de fato, mas acho que essa idéia de escrever funciona direitinho. É como correr. Relaxa.
Tá quase na hora de mudar o título deste texto, uma vez que a vontade mandar ou ir pra m está passando. O chato é que a vontade de escrever parece que vai junto.
Nessas horas bate uma "vergonhinhazinha" ao saber que alguém, seja lá quem for, venha ler isso tudo. Mas agora, "já era". "Sacou do punhal tem que sangrar". Fui!!!
Mas volto!
SEM CONEXÃO
Quero dizer que estou começando de novo a escrever um montão de coisas que não tem nada a ver com o que já foi escrito acima. Nada de pensar muito,
procurando ser mais intelectual e deixar as palavras fluirem livremente sem preocupação com possíveis erros ou tropeços gramaticais. Tipo metralhadora giratória,
como diz o outro. Ou mesmo "falar pelos cotovelos". Loucura! Como falar pelos cotovelos? Mas ja ouvi falar em "falar pelos cutuvelos". Tá vendo, escrevi
"cutuvelos".
Daí perguntei na internet: Como surgiu a expressão “falar pelos cotovelos”? E a resposta foi: Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta - A frase, que
significa “falar demais”, surgiu do costume que as pessoas muito falantes têm de tocar o interlocutor no cotovelo a fim de chamar mais a atenção. O folclorista
brasileiro Câmara Cascudo fazia referência às mulheres do sertão nordestino, que à noite, na cama com os maridos, tocavam-nos para pedir reconciliação depois de
alguma briga.
Hoje surgiu mas um problema que me incomoda muito, não só a mim como a todos que trabalham aqui: Espaço físico.
O governo criou uma lei (REUNE) que obriga as universidades a aumentarem o número de vagas, carga horária, etc. e, certamente, liberou recursos para
investimentos em infraestrutura. O que se observa é um "inchaço" que causa desconforto a todos provocando uma queda de rendimento e consequentemente a
qualidade dos serviços. Problemas de gestão? Possivelmente, e que tem a ver com a própria estrutura arcaica do Serviço Público.
De certa forma, minha postura diante do ocorrido hoje, foi um pouco grotesca mas inevitável.
Como conciliar?
É hora dos mais velhos refletirem e repensarem o modelo existente para que os mais jovens ajam logo. Não temos tempo a perder.
[SHIFT]
Experiência profissional X Formação Acadêmica.
Uma outra questão difícil de conciliar é a distribuição dos recursos humanos quanto a experiência e formação. Ela é extremada. Em alguns setores só tem
"analfabeto" e em outros, "doutores". Os primeiros são profissionais com pouca formação acadêmica e que entraram no mercado de trabalho ainda muito jovens e
adquiriram experiência no exercício. Já os de "notório saber" passam boa parte da vida em busca do conhecimento teórico e somente iniciam alguma atividade
"prática" no final de sua formação (já não tão jovens assim).
[SHIFT]
Outra questão muito comentada mas ainda pouco compreendida é a fragmentação que ocorrre na universidade.
Segundo o Prof. Pablo Benetti, em entervista ao Jornal da UFRJ, diz que: ..."Passei a conviver com inúmeros universos da UFRJ. Há variados campos do saber e,
muitos, de excelência. A nossa universidade contribui diretamente para o desenvolvimento nacional e existem vários projetos em interface com a sociedade. Essa
dimensão é gratificante e, ao mesmo tempo, motivo de orgulho para os membros dessa universidade. Entretanto, esse panorama não tem visibilidade por conta de
nossa maldita fragmentação. Tenho a convicção de que é possível caminhar rumo a uma verdadeira transformação dessa universidade com a superação da
fragmentação".
Obs: Isso tudo não passa de uma separação (apartheid) entre os poderosos phd's - que formam grupinhos - e os demais segregados.
[SHIFT]
"Ele voltou, o boêmio voltou novamente". Então, "mãos à obra" FDP. Queres dá uma de gostosão, então dá.
Eu como não gosto de puxa-saco, vou ficar na minha.
Hoje, felizmente, não preciso mais gastar adrenalina à toa. Nesse caso, é melhor ficar na retaguarda.
É difícil conviver com uma situação dessa onde o labor é prejudicado por sentimentos, digamos, "negativos".
[SHIFT]
Merba? Porque merba? O nome é merda mesmo. Disfarçar porque se ontem o Presidente falou de merda á bessa. Por falar em bessa, vou copiar uma paradinha
aqui que minha irmã enviou por e-mail:
De Paulo Leminski para:
Heyrton
ontem tive a impressão
que deus quis falar comigo
não lhe dei ouvidos
quem sou eu para falar com deus?
ele que cuide dos seus assuntos
eu cuido dos meus
Gugu
Não discuto
com o destino
o que pintar
eu assino
João
Passa e volta
a cada gole
uma revolta
Daniel
Acordei bemol
tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido
Gery
Merda é veneno.
No entanto, não há nada
que seja mais bonito
que uma bela cagada.
Cagam ricos, cagam pobres,
cagam reis e cagam fadas.
Não há merda que se compare
à bosta da pessoa amada.
Dodora
Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno.
Babá
en la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
moches
poemas
Lucinha (Respeita)
alvorada
alvoroço
troco minha alma
por um almoço
Marta
Eu hoje acordei mais cedo
e, azul, tive uma idéia clara
Só existe um segredo:
Tudo está na cara
Eduardo (Bessa Filho)
rio do mistério
que seria de mim
se me levassem a sério?
Coisa poética mesmo! Ou melhor, de poeta.
[SHIFT]
Enviada por e-mail:
De: Marelisa
Para: Galera da familia
Assunto: Utopia
Parte(s): Receita utópica de Manoel de Oliveira para mudar o mundo....doc
Otimismo aos 101 anos de idade...
MANOEL DE OLIVEIRA RECEBE ORDEM DO MÉRITO CULTURA E DEIXA CONTRIBUIÇÃO UTÓPICA PARA O PRESIDENTE LULA
Manoel de Oliveira recebe a Ordem do Mérito Cultural do governo brasileiro
Na cerimônia de entrega das medalhas da Ordem do Mérito Cultural, dia 25 de novembro, no Rio de Janeiro, o cineasta português Manoel de Oliveira (101 anos em
16 de dezembro de 2009), um dos homenageados, deixou um manuscrito com o seu pensamento utópico como contribuição ao governo do presidente Lula. O
cineasta também discutiu com o ministro da Cultura Juca Ferreira e Alfredo Manevi, secretário de Políticas Culturais, a possibilidade de rodar um filme no Brasil em
2010, inspirado em um conto de Machado de Assis. O Jornal da Mostra teve acesso exclusivo ao texto entregue por Manoel de Oliveira ao presidente Lula, e o
revela a seguir. Com o título “Jogo tão real como utópico, mas imaginável para filmar”, o cineasta propõe, entre outras coisas, a abolição do dinheiro para salvar a
economia em crise e as relações humanas:
´´ Este Jogo de uma realidade Utópica foi um dos meus inesperados achados, ocorrido como possível e imediata solução radical à atual crise econômica e seu reflexo
mundial, ainda que aparentemente não realizável por parecer utopia, pois como afirmava Einstein: é mais fácil desintegrar um átomo do que mudar uma mentalidade.
Teimo, porém, em transpor por escrito esta minha idéia, ainda que de aparência utópica, no preciso momento em que a atual crise assola o mundo.
Alguém me perguntará:
a)– E qual a base dessa ideia, para salvar esta situação de crise? (Ao que responderei):
b)– A crise começou com a falência do primeiro banco nos EUA, e logo outros se lhe sucederam, com um refluxo financeiro mundial. A aplicação concreta deste
pensamento teria por base a eliminação total do dinheiro, pois é nele que se consubstancia todo o mal. Eis uma tarefa, afigura-se-me, fácil, rápida e eficaz.
a)- Como eficaz?, se no dinheiro reside todo o poder de compra?
b)- Exatamente por isso. Acabaria a ideia de compra e venda e, em contrapartida, cada um manteria seu habitual lugar de trabalho, sendo o trabalho a garantia ao
direito a todas as aquisições que fossem necessárias a cada um.
a)- E cada um podia ter tudo quanto quisesse?
b)- Claro. Tudo o que lhe fosse necessário e igual para todos. Até porque assim se anularia por completo a pobreza.
a)– E o que se faria do dinheiro e das diferentes moedas que são inúmeras?
b)– Em primeiro lugar, o dinheiro apenas representa trabalho. Dinheiro é trabalho. E trabalho, sim, será sempre indispensável a este ou qualquer outro processo.
Assim como a Europa reduziu suas diferentes moedas ao Euro, assim seriam eliminados os Euros e todas as demais moedas, pois que o dinheiro, repito, não
representa senão, e só, o esforço do nosso trabalho. O dinheiro, quer em metal ou papel, seria totalmente reciclado. E, ao contrário do adágio, diríamos: nada perdeste
e muito ganhaste.
a) – E como proceder sem dinheiro, por exemplo, no caso de alguém querer comprar uma quinta... ou vendê-la por já não poder tratar mais dela?
b) – Muito simplesmente cedendo-a a quem estivesse interessado nela, tal como se fosse oferecida, mudando-se apenas o registro para o nome do novo proprietário.
a) – Quer disser então que a propriedade persistiria?
b) – Naturalmente. No novo sistema continuaria em tudo exatamente como o atual, tintim por tintim, segundo a ordem do antigo sistema, mantendo-se a posse de
bens e os diferentes tipos de postos de trabalho. Só acabava o sistema financeiro. Mas continuariam cedências, aquisições e trocas, e sempre que se oferecessem
tais casos seriam feitos em mútua e plena concordância, sem qualquer ajuste de valores.
a) – E tudo isso porquê?
b) – Ora porquê! Antes de mais, para dar conserto imediato à atual crise financeira e ao nosso tipo de vivência, eliminar a pobreza e roubos, pois todo o indispensável
para cada um viver estaria sempre disponível para todos e por igual.
a) – Para todos?
b) – Claro, para todos! Fossem os do mundo governamental, judicial, educacional, cultural, industrial, comercial, médico, hospitalar ou farmacêutico etc, etc... Quer
para funcionários, operários, como para dirigentes ou dirigidos, enfim aos servidos com aos servidores, todos beneficiariam dos serviços comuns que estariam abertos
como habitualmente o estão no sistema atual.
a) – Quer dizer que ninguém precisava trabalhar?
b) – Ah!, isso é que não! Muito pelo contrário, ninguém abandonaria o seu posto de trabalho. O trabalho seria justamente a mola real de todo este novo sistema. Ele
seria o fundamento indispensável combater a fome e o frio. Se o trabalho não existisse, isso sim, seria a pior das crises, como acontece hoje às pessoas que são
vítimas desses flagelos e que, numa grande parte, se encontram desempregados. O trabalho de cada um seria a garantia deste novo sistema, justificando o direito à
obtenção livre do que fosse necessário. O bilhete de identidade constituiria a garantia de seu posto de trabalho, a posse dos seus haveres e de tudo mais que
necessitasse.
a) – E não haveria quem fugisse ao seu posto de trabalho e continuasse a beneficiar das regalias oferecidas?
b) – Todo aquele que fugisse ao seu trabalho, isto é, à função do seu afazer, não importava quem nem qual, sofreria a justa punição. Para isso lá estaria a justiça e a
governação.
a) – E como se controlaria isso tudo?
b) – Ora aí está. Não como foram controlados os bancos antes da crise; mas, eliminando o dinheiro, logicamente desapareceriam os bancos.
a) - E o que fariam, então, os seus dirigentes e funcionários?
b) – Dirigentes e funcionários, de qualquer tipo de instituições financeiras, passariam a ser complementares à distribuição e à organização de todos os trabalhos, dos
empregados, e da sua fiscalização dos trabalhos de todos e de cada um em particular, dando dignidade por igual ao seu trabalho de cada um, fosse ele qual fosse. E
assim nunca haveria o risco do desemprego. Tudo o mais continuaria à semelhança do atual viver, em todas as profissões com total igualdade entre as obrigações e
regalias do novo sistema, distinções qualificativas na qualidade dos trabalhos de cada um, quer no dos dirigentes ou dirigidos, no campo político, comercial e industrial,
nas artes ou qualquer outro ramo de trabalho.
a) – Mas tudo isso se me afigura um tanto utópico?
b) – O que na verdade mais me perturba é essa sempre tão pronta descrença na possibilidade desta real proposta, assim tão prontamente suposta utópica. O que
realmente se me afigura utópico seria chegar a um universal acordo de vontades. E isto sim, é que realmente se torna utópico. Cada cabeça cada sentença. Mas se
fosse possível levar esta idéia à prática, todos viveríamos equilibradamente, e não haveria falências, nem desempregados, nem pobres, nem assaltos, nem roubos, por
de todos inúteis. E até já ninguém pensaria mais nessa coisa que contraria o amor ao próximo, que é esse velho frenesi do poder que, aliás, o próprio sistema
econômico em muito proporciona; ou essa outra ânsia, a da posse de bombas atômicas. Eis a última ameaça nascida daquilo a que nós chamamos de Civilização.
Vem a propósito, um curiosa reflexão do meu bom amigo Bernard Despomadères. Contava-me ele como através dos tempos se foi aligeirando o processo de
compras que nos primórdios se processava trocando animais, produtos ou objetos.
Bernard explicou-me, como através dos tempos, se foi simplificando e agileirando esse processo de trocas através da invenção do dinheiro, que começara a ser
representado por moedas grossas muito pesadas em diferentes metais; mais tarde, essas moedas foram agileiradas e substituídas por notas de papel, simplificando-se
mais ainda com a introdução de livros de cheque; e surgiram depois os cartões de crédito, sendo agora até é possível transacionar através da Internet. Repara-se
agora como com a minha dita utópica proposição se chagaria à total simplificação nas transações que passariam a ser efetuadas unicamente pela troca do trabalho
de cada um. Pois que dinheiro não representa senão trabalho. Nesse novo sistema, o trabalho não seria tido como uma maldição porque adquiriria, como se disse,
uma significativa dignidade.
A obrigatoriedade do trabalho seria como um prêmio fundamental para cada um se ocupar da sua função social e ganhar o direito à sua subsistência, tal como por
igual acontece com os animais selvagens que dia após dia ocupam todo seu tempo à procura do alimento, como nos confirma a sábia lei – ganharás o pão de cada dia
com suor do teu rosto. E não há outro modo, mesmo para o dotado Brasil tão rico em quantidade e na qualidade de variadíssimos e deliciosos frutos``
Manoel de Oliveira
Galeria de Fotos
Fernanda Montenegro com Manoel de Oliveira na cerimônia da Ordem do Mérito
Cultural no Rio de Janeiro
O ministro da Cultura Juca Ferreira, o ator Ricardo Trepa e o cineasta Manoel de Oliveira
Manoel de Oliveira autografa o seu livro (editado pela Mostra e a Cosac Naify) para o
presidente Lula e o ministro da Cultura Juca Ferreira
Jornal da mostra
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• Nº 700
• 33ª Mostra > 30/11/2009
Edição:
Renata de Almeida e Leon Cakoff
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Cramba! Como essa merda cresce, digo merba, o texto.
Vou parar de escrever no bloco de notas e redigir tireto no http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6831888684674016053, como eu sempre fiz e salvar como
rascunho para depois corrigir. Mas antes vou copiar e colar isso tudo aí de cima.
Pronto! Já estou de volta in blog.