sábado, 25 de outubro de 2008

Essa eu não aguentei.

Por Mayana Zatz - 15:41 | Enviar Comentário
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Você quer saber se ficará calvo?

Duas pesquisas independentes que acabam de ser publicadas na revista Nature Genetics de outubro, relatam a identificação de um novo gene ligado a calvície. O trabalho liderado por Vincent Mooser foi feito com a população do Canadá, Reino Unido, Suíça e Holanda e o do pesquisador Markus Nothen com a população da Alemanha e Austrália. De acordo com o primeiro estudo, se você possuir uma determinada variante genética (de um gene localizado no cromossomo 20), o risco de desenvolver calvície é 7 vezes maior. Se você já é calvo ou passou dos 40 e tem muito cabelo não deve estar muito preocupado por isso. Mas se você ainda é jovem, não se iluda.

Infelizmente, saber de antemão não vai ajudar a evitar a queda de cabelos. O máximo que você poderá fazer é curtir seus cabelos enquanto eles existem. Esse é mais um exemplo das inúmeras informações que poderão ser geradas pelo seqüenciamento do genoma de cada um. Mas, vaidade à parte, outras seqüências encontradas no nosso DNA poderão ter um impacto muito mais importante do que o cabelo na nossa saúde futura. A questão é: queremos saber?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quantas estrelas tem no céu?

Ou neurônios na cabeça?
Taí, o professor explica:

"QUEBRANDO DOGMAS EM NEUROCIÊNCIA QUANTITATIVA: QUANTOS NEURÔNIOS TEM UM CÉREBRO"?
Roberto Lent, Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ

Resumo: Várias concepções acerca da evolução e do desenvolvimento do cérebro são baseadas em comparações entre a massa do corpo e a massa do cérebro, na falta de técnicas confiáveis para estimar a composição celular absoluta do cérebro, um órgão com extrema anisotropia na sua celularidade. Dentre essas concepções estão: (1) o cérebro humano tem 100 bilhões de neurônios, e dez vezes mais células gliais (as células de suporte que co-habitam o tecido nervoso); (2) o crescimento evolutivo do cérebro depende do crescimento do número de suas células em todas as espécies, e pode ser descrito por funções potência; (3) o córtex cerebral é o pináculo da evolução; (4) o crescimento do cérebro se dá pela adição de módulos de composição celular homogênea durante o desenvolvimento e a evolução; e (5) o desenvolvimento do córtex cerebral é todo completado durante a vida embrionária, e não envolve a adição pós-natal de novos neurônios (neurogênese adulta). Fazendo uso de um novo método criado no laboratório (fracionador isotrópico), realizamos contagens em diferentes espécies de mamíferos inclusive a humana, em adultos e animais em desenvolvimento, com vistas a testar esses conceitos. Os resultados permitiram questionar vários deles, e propor novos fundamentos para a interpretação da evolução e do desenvolvimento do cérebro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

LATET ANGUIS IN HERBA

Lembrando Helena de Machado de Assis:

O coronel-major piscou um dia os olhos ao Dr. Matos; o Dr. Matos proferiu um -"latet anguis in herba" - e ambos foram repartir o pão das conjeturas com aesposa do advogado, senhora muito perspicaz nos namoros de salão.
Traduzindo: "oculta-se na relva uma serpente", ou "jaz escondida na relva uma serpente". A expressão aparece no verso 93 da "Écloga" III Virgílio.Publius Vergilius Maro, poeta latino nascido em Mântua, viveu de 71 a 19 a.C.; autor das "Éclogas", das "Geórgicas" e da "Eneida", é um dos maiores poetas daAntiguidade Clássica; exerceu enorme influência na posteridade.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Para onde foram os loucos, desvalidos e miseráveis...

O Fórum de Ciência e Cultura, órgão suplementar da UFRJ, instituiu o "Prêmio Fórum de Ciência e Cultura", cujo tema é: "O Palácio Universitário da Praia Vermelha".
Transcrevo abaixo as informações do site do Fórum.


Abertas as inscrições para o Prêmio Fórum de Ciência e CulturaLOUISE PERES
Estagiária de Jornalismo do FCC/UFRJ


Seguindo a tradição de importantes instituições culturais que estimulam, através de concursos, a criatividade e o interesse pela produção textual, o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (FCC/UFRJ) vai selecionar os dois melhores trabalhos sobre o tema O Palácio Universitário da Praia Vermelha. É o Prêmio Fórum de Ciência e Cultura, fruto de parceria entre a UFRJ; a Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro); o Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica) e a FUJB (Fundação Universitária José Bonifácio).

As inscrições já estão abertas e vão até o dia 17 de novembro. Para a coordenadora do FCC e idealizadora do prêmio, professora Beatriz Resende, esta é uma oportunidade para que as pessoas desenvolvam suas aptidões para a criação artística e acadêmica. “É um primeiro passo e estamos experimentando, mas acredito que vá haver uma continuidade no futuro”, diz. Podem concorrer monografias, ensaios, peças de teatro e outras modalidades de texto – ficcionais ou não, desde que sejam inéditos.
A professora disse considerar o palácio um lugar que abrange uma multiplicidade de aspectos que podem ser abordados nos textos concorrentes. “Para esse primeiro tema escolhemos um lugar que reúne muitas formas de arte, riquíssimo em cultura e história: Arquitetura, Belas Artes, história da loucura, é enorme a quantidade de visões que podem ser trabalhadas sobre o Palácio. Queremos que as pessoas participem“, acrescentou.

Cenário de processos históricos importantes para o país, o palácio foi criado como um hospício pelo imperador Dom Pedro II, em seu primeiro ato como monarca. Inaugurado em 1852, foi desativado em 1944 devido ao excesso de lotação. Graças a Pedro Calmon, primeiro reitor da então Universidade do Brasil, o palácio, de arquitetura em estilo neoclássico, não foi demolido. Cinco anos depois, teve início a reforma para transformá-lo em sede da universidade. Nos anos seguintes, a construção foi lugar de resistência estudantil à ditadura militar, sendo tombada como parte do patrimônio histórico em 1972.


Beatriz Resende esclarece que o concurso é aberto a todos. “Tanto alunos como professores e funcionários, ou mesmo quem é de fora da universidade podem participar. Queremos a contribuição da comunidade em torno das unidades, sejam essas pessoas ligadas ou não à UFRJ”, afirma.

A Comissão Julgadora é constituída por cinco integrantes, tendo como presidente a professora Beatriz Resende: Heloisa Buarque de Hollanda, coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) e Luiz Pinguelli Rosa, coordenador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), da UFRJ; o escritor Sérgio SantAnna; e o professor da UERJ e diretor do Paço Imperial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Lauro Augusto Cavalcanti.
Serão premiados o 1º e 2º melhores trabalhos, que receberão R$ 7 mil e R$ 3 mil, respectivamente. O resultado será divulgado em dezembro, com uma festividade de premiação realizada no Fórum.
O candidato poderá se inscrever até o dia 17 de novembro via SEDEX ou pessoalmente, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, localizado na av. Pasteur, 250 – 2º andar, sala 205, UrcaCEP:22295-900, Rio de Janeiro, RJ. O edital completo do concurso está disponível para download na página inicial do FCC.


Já um cartãozinho da MiCA Postais Publicitário convida assim:
Prêmio
Fórum de Ciência e Cultura
da UFRJ
Tema:
"O Palácio Universitário da Praia Vermelha"
Texto inédito:
monografia, ensaio
ou obra de ficção
Inscrições abertas:
www.forum.ufrj.br/premio
e no verso...
Um conto, um romance, uma peça de teatro, um trabalho científico...
Concorra ao primeiro "Prêmio Fórum de Ciência e Cultura" da UFRJ com um texto inédito - monografia, ensaio ou obra de ficção - sobre o tema "O Palácio Universitário da Praia Vermelha".
Tombado pelo Patrimônio Histórico, a história desse prédio começa em 1842, com os trabalhos de construção do Hospício D. PedroII.
Loucos, desvalidos e miseráveis ali abrigados, com o advento da República, passaram a conviver com personagens considerados de mente perturbada pela nova ordem, como Lima Barreto e João Cândido, o marinheiro da Revolta da Chibata.
Com a transferência dos pacientes para a Colônia Juliano Moreira, o prédio ficou abandonado até 1949, quando se iniciaram as obras de recuperação para sediar a Universidade do Brasil.
Nos anos 60, foi cenário de históricas manifestações culturais e artísticas. Mas também de fortes cenas de arbítrio e violência.
O "Prêmio Fórum de Ciência e Cultura aceitará contribuições de autores de diversas áreas que queiram mergulhar na história do prédio, em suas sucessivas ocupações, em sua importância para cidade e sua condição contemporânea, bem como criações literárias que enfoquem livremente o tema proposto.

Tudo isso é um prato cheio para acordar (ou recordar) os fantasmas que ali, nesse belíssimo palácio, ainda 'vivem'. Ou estão a 'morrer' no fundão!?
Como o tema é meio livre, acho que vou embarcar nessa e me divertir um pouco. Quiçá!