sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Professor Epicuro e a Interação de Átomos e Moléculas com a Matéria
Sua filosofia bate com a minha mas sua moral ainda não. Sua filosofia materialista defende que todas as coisas são formadas por átomos cujas combinações dão ao mundo sua estrutura particular. A moral de Epicuro – diferentemente da reputação que adquiriu junto à igreja – recomenda gozar os bens materiais e espirituais com ponderação e medida, de forma que seja possível perceber o que neles há de melhor. O Epicurismo na opinião da Igreja era uma heresia, pois considerando todas as coisas materiais, negava a existência da alma e da vida após a morte.
Epicuro (341-270): filósofo grego que ensinou em Samos e Atenas.
[Larrousse 98]
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
A simple method for fast negative atomic and molecular ion studies in tandem accelerators
Abstract
A simple method is proposed for measuring cross-sections of fast negative atomic and molecular ions colliding with atoms and molecules. The method, applicable to tandem accelerators, uses the stripping process of the negative ions, occurring at the gas target placed in the accelerator high-voltage terminal. The target (stripper) gas pressure, not directly measurable, is measured with an improved version of a method that we have recently proposed. The total destruction cross-sections of negative atomic or molecular ion projectiles may be obtained, as well as those for each specific destruction channel. As an example of the validity of the method, we measured the destruction cross-sections of Si2− in Ar, from 30 keV to 1.3 MeV laboratory energies.
A simple experimental arrangement...
Abstract
We measured the vapour pressure of several DNA and RNA bases—uracil, adenine, guanine, thymine and cytosine—in the 300–450 K range. In each case the sample mass loss rate was measured as function of temperature with a simple setup consisting of a commercial film deposition system and a homemade oven. Afterwards vapour pressure values were extracted from these data using the Knudsen effusion method. Sublimation enthalpy values, obtained from vapour pressure data by applying the Clausius–Clapeyron equation, are in very good agreement with literature values. The results suggest that crystal-based film thickness monitors may be useful in on-line cross-section measurements, monitoring the gas target thickness. They also show the viability of using this oven for producing a biomolecular gas target.
A simple experimental arrangement...
A simple experimental arrangement for measuring the vapour pressures and sublimation enthalpies by the Knudsen effusion method: Application to DNA and RNA bases
sábado, 20 de dezembro de 2008
COLISÕES ATÔMICAS E MOLECULARES
Sociedade Brasileira de Física
E Bessa Filho, N V de Castro Faria, S D Magalhães, H Luna, F Zappa, W M S Santos.
Instituto de Física, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
J C Acquadro.
Instituto de Física, Universidade de São Paulo.
Nós desenvolvemos aplicaçõs não tradicionais de aceleradores Tandem para pesquisas em física atômica e molecular.
A primeira delas é o uso do trocador de carga gasoso stripper como alvo para estudos com ions negativos tanto atômicos quanto moleculares. Para tornar possível esta aplicação, um método simples foi desenvolvido para medir a pressão absoluta no alvo gasoso. De fato, feixes de ions negativos de alta energia são difíceis de obter. São raros os aceleradores com terminal de alta tensão numa das extremidades e com fonte de ions negativos. Ocasionalmente feixes negativos podem ser obtidos a partir de feixes moleculares. Já no Tandem, os ions atômicos e moleculares negativos produzidos por sputtering tem uma energia igual à do injetor (dezenas de keV) mais a do primeiro estágio do Tandem, que pode chegar a alguns MeV. Eles podem colidir com átomos ou moléculas do alvo gasoso situado no terminal de alta tensão. Em alguns aceleradores, os gases desses alvos são injetados do exterior por um tubo isolado e podem ser facilmente trocados. A segunda aplicacao, no caso do trocador de carga ser um filme fino de carbono como é comum em muitos Tandem, consiste na produção de ions moleculares positivos por desorcão originada quando um íon atômico acelerado no primeiro estágio do acelerador atravessa a folha de carbono.
JC Acquadro Neide Goncalves H Luna R Donangelo NV de Castro Faria OD Goncalves Ginette Jalbert e LFS Coelho Nucl Instrum Meth in Phys Res A
DP Almeida NV de Castro Faria FL Freire J EC Montenegro e AG de Pinho Filho Phys Rev A
LINHA DE PESQUISA
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
ASTRONOMIA / FÍSICA
ANO BASE: 2004
PROGRAMA: 31001017002P-0 FÍSICA - UFRJ
LINHA DE PESQUISA: Interação de Átomos e Moléculas com a Matéria
Projeto de Pesquisa
Colisões de átomos e moléculas com átomos e com sólidos
Descrição: Estão sendo medidos diversos processos de colisão: fragmentação de aglomerados em colisões com átomos; colisão de
íons multicarregados com átomos resultando de emissão de elétrons; canalização de íons atômicos em cristais; perda de
energia de íons em sólidos. A faixa de energia vai de 0,3 a 10 MeV. Estão sendo calculadas seções de choque de
excitação e ionização de átomos e moléculas por impacto de életrons, protons e ions multicarregados. Cálculos de
estruturas de aglomerados de hidrogênio estão sendo feitos.
Área de Concentração:FÍSICA ATÔMICA, MOLECULAR E ÓPTICA
pdf pag. 17
ESTUDO DAS PROPRIEDADES DE EVAPORAÇÃO A VÁCUO DE NUCLEOTÍDEOS
ESTUDO DAS PROPRIEDADES DE EVAPORAÇÃO A VÁCUO DE NUCLEOTÍDEOS
Eduardo Bessa Filho, Ana Lucia Ferreira de Barros, Luiz Felipe de Souza Coelho, Fabio Zappa, Aline Medina dos Santos, Juliana Menezes
Pereira, João Alberto Mesquita Pereira, Nelson Velho de Castro Faria
Instituto de Física - Universidade Federal do Rio de Janeiro
O cálculo de doses de irradiação por prótons em protonterapia depende do conhecimento da seção de choque total de
fragmentação e ionização dos nucleotídeos quando submetidos à ação desses prótons. Para o estudo pretendido utilizamos
como alvo bases nitrogenadas do ARN e ADN. Para se medir as seções de choque de fragmentação ou ionização é necessário
obter essas moléculas em fase gasosa, formando um jato (alvo) a ser atravessado pelo feixe de prótons. Isto é feito através
de um forno, construído em nosso laboratório, o qual foi utilizado para estudar propriedades relevantes, como a pressão
de vapor e o fluxo de efusão de partículas, para a formação do jato. Para isto, foi instalado numa evaporadora (Edwards,
modelo 306A), um medidor de espessura de filmes (modelo FMT3) juntamente com uma resistência de ferro de solda
usada como forno posicionada em frente ao cristal do medidor de espessura de forma que o fluxo de partículas que sai
do forno possa ser medido. Esta medida é feita com o devido monitoramento da temperatura do forno, que é feita por
um termopar associado a um multímetro calibrado. O medidor de espessura fornece a quantidade de massa que foi
depositada no sensor (cristal de quartzo) e a taxa de evaporação. Estas medidas juntamente com as da temperatura do
forno em função do tempo, permitem o conhecimento do fluxo Φ de efusão das moléculas evaporadas e consequentemente
da pressão de vapor. Através deste novo método de medida de pressão de vapor, a entalpia de sublimaçãoda molécula
do uracil foi obtida como ΔH = (126,5 ± 0,5) kJ/mol.
http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/enfmc/xxvi/programa/res0302.pdf
EFEITO DA OXIDAÇÃO SUPERFICIAL EM DETETORES TIPO Si(Li)
Paschoal Rizzo Wilma Machado Soares Santos Eduardo Bessa Filho
UFRJ
http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/enfmc/xxi/programa/res0007.pdf
Detectores de radiacao de alta qualidade devem apresentar a regiao depletada no interior do cristal livre de centros de
cargas e as superfcies da pastilha devem estar protegidas de variacoes ambientais que podem produzir altas correntes
de fuga superciais Protecoes superciais de detectores de silcio tem sido realizadas pela formacao de SiO a altas
temperaturas
Em detectores de Si Li
devido a redistribuicao dos ons de ltio acima de oC nao e possvel produzir a formacao de
SiO nestas temperaturas entretanto o oxido se forma naturalmente na superfcie do cristal
a temperatura ambiente A
camada de oxido e produzida sem uniformidade e com defeitos estruturais que sao responsaveis pela presenca de cargas
positivas xas Tais cargas induzem uma camada na de eletrons na interface SiSiO aumentando o campo eletrico
proximo
a juncao p e produzindo elevacao de corrente reversa do detector e deterioracao de sua resolucao em energia
Neste trabalho apresentamos metodos empregados para a protecao das superfcies de detectores Si Li
que visam a
remocao de camada de oxido e a passivacao supercial com hidrogenio O uso destes metodos produziu em um detector
Si Li
correntes de fuga da ordem de nA e resolucao de eV para a linha CsK do raios X de energia de keV
do Cs
P Rizzo and W M S Santos Proceedings of the III WONP
Walton J T Nucl Instr and Math
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
E os paraíba?
Não resisti e tive que copiar pra cá a notícia que saiu no JB Online de 21/11/2008, para reflexõs sobre a medida.
Senado tem missão de ratificar projeto que reserva vagas em universidades
Brasília
O Plenário provou ontem projeto que reserva no mínimo 50% das vagas nas universidades públicas federais para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. A proposta – PL 73/99, da deputada Nice Lobão (DEM-MA) – passou na forma do substitutivo aprovado em 2005 pela Comissão de Educação e Cultura, elaborado pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MT). O projeto segue para o Senado.
Os parlamentares aprovaram emenda que destina metade das vagas reservadas aos estudantes oriundos de famílias com renda per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 622,50). Dentro dessa metade, uma parte deverá ser preenchida por alunos negros, pardos e indígenas. A divisão das vagas entre essas etnias seguirá suas proporções na população do Estado onde é localizada a instituição de ensino, conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, lembrou que ontem foi comemorado o Dia da Consciência Negra. Segundo ele, essa proposta tem todo o conteúdo de justiça social em relação a etnias.
– O fato de ter havido um acordo entre os partidos para sua aprovação aumenta sua grandeza.
Regras
De acordo com o texto aprovado, as universidades públicas deverão selecionar os alunos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. As cotas deverão ser respeitadas em cada curso e turno das universidades.
O texto faculta às instituições privadas de ensino superior o mesmo regime de cotas em seus exames de ingresso.
Nível médio
O substitutivo de Abicalil também determina semelhante regra de cotas para as instituições federais de ensino técnico de nível médio. Elas deverão reservar, em cada concurso de seleção para ingresso em seus cursos, no mínimo 50% de suas vagas para alunos que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas. Nessas escolas, se aplicará o mesmo critério das universidades para a admissão de negros e indígenas.
Caberá ao Ministério da Educação e à Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, ouvida a Fundação Nacional do Índio (Funai), o acompanhamento e avaliação desse programa de cotas. Após dez anos, o Poder Executivo promoverá a revisão do programa.
As universidades terão o prazo de quatro anos para o cumprimento das regras, implementando no mínimo 25% da reserva de vagas determinada pelo texto a cada ano.
Extinção do vestibular
A autora do projeto original, deputada Nice Lobão, argumenta que o ideal seria a extinção do vestibular, mas, como tal objetivo ainda não pode ser alcançado, a proposta é estabelecer uma mudança gradual, deixando 50% das vagas no padrão convencional de ingresso na universidade.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
As indústrias do tempo presente
Na aquisição de um computador,
um telefone ou qualquer
eletrodoméstico, a pergunta
do cliente é praticamente obrigatória ao
vendedor da loja: “qual o tempo de garantia
do produto?” Os certifi cados que acompanham
as notas fi scais e os manuais de
instrução não fi cam mais esquecidos em algum
lugar. Perdê-los pode signifi car dor de
cabeça e um grande prejuízo no bolso em
um mercado no qual os bens de consumo
são fabricados para durar cada vez menos.
Saudosismo extremado de quem não
troca seu “velho” celular de dois anos atrás
pelos sedutores modelos com bluetooth
(especifi cação industrial para áreas de redes
pessoais sem fi o) ou percepção de que os
cidadãos que resistem a ingressar nesta era
do BlackBerry (aparelhos com funções de
editor de textos, acesso à Internet, e-mail e
tecnologia IPv6) podem se tornar obsoletos
pelo avanço da tecnologia?
Essas questões da contemporaneidade
permeiam o pensamento do teórico
espanhol radicado na Colômbia Jesús
Martín-Barbero, uma referência na linha
dos estudos culturais na América Latina.
No início de setembro, quando esteve no
Rio para ministrar disciplina aos estudantes
do Programa de Pós-graduação da
Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ,
Barbero concedeu entrevista exclusiva ao
Jornal da UFRJ em que refl etiu acerca do
sistema econômico e o papel dos meios de
comunicação. Mais do que fazer grandes
generalizações, o professor da Universidade
de Guadalajara, no México, indica
caminhos que renovam os estudos sobre
a trama de mediações que a relação entre
comunicação, cultura e política articula na
sociedade.
Barbero afirma que a modernidade
promove uma nova relação de tempo que
em nada se assemelha com as representações
de um tempo cíclico, como ocorria no
passado. Hoje o teórico percebe uma nova
temporalidade baseada na “obsolescência
acelerada” dos bens de consumo e das
próprias instituições. Segundo o acadêmico,
o sistema econômico e os meios de comunicação
são os grandes fabricantes desse
tempo presente, oferecendo ao público uma
novidade cada vez mais efêmera. Enquanto
que, no passado, os produtos eram fabricados
no sentido da longa duração, a lógica
atual do mercado trabalha sem perspectiva
de futuro, levando as pessoas a trocarem
constantemente de carro, computador e
telefone. “O que permite ao sistema funcionar
é a obsolescência acelerada. As coisas
são fabricadas para durar um determinado
tempo. Em alguns casos, o mínimo possível.
Se nós não trocamos de produtos, o sistema
se paralisa”, afi rma o teórico espanhol.
Em seu livro “Dos meios às mediações:
comunicação, cultura e hegemonia”, publicado
no Brasil pela Editora UFRJ (2001),
Barbero já salientava a impossibilidade
de o mercado promover vínculos entre
os sujeitos, pois “opera anonimamente
mediante lógicas de valor que implicam
trocas puramente formais, associações e
promessas evanescentes que somente engendram
satisfações ou frustrações, nunca,
porém, sentido”. O autor complementa
que os meios de comunicação de massa,
como outro poderoso fabricante do tempo
presente, contribuem para agravar essa
transformação na sociedade. Isso porque
os veículos jornalísticos tendem a lidar com
a informação mais por razões econômicas
(audiência) do que propriamente pelo seu
valor em termos de interesse público. Afi rma
Barbero ao Jornal da UFRJ: “a notícia que durava um mês, uma semana, atualmente
dura nem sequer um dia, porque não
é o valor interno do fato que importa, mas
o seu valor noticioso, um valor agregado
pelo meio. Não valorizamos a notícia pelo
número de pessoas que afeta ou em que
profundidade afeta. Aqui estamos ante ao
que eu chamaria de uma perversão”.
O intelectual utiliza o termo “perversão”
por considerar a informação matéria-prima
para a cidadania. No entanto - prossegue
Barbero -, diante da tendência dos jornais
impressos em competir com a web, não fornecendo
elementos sufi cientes para a compreensão
dos acontecimentos cotidianos, os
meios massivos perdem a sua capacidade
de formular debates capazes de fortalecer a
sociedade civil. Esse fenômeno gera o que
o autor chama de uma “sociedade autista”
que não se conecta com nada e que não tem
o mínimo de memória.
Lutas e negociações
Apesar da força do sistema econômico,
que opera na lógica da rentabilidade em
detrimento da construção de uma rede
de solidariedade social, e da visão crítica
em relação ao papel dos media, Barbero
acredita no poder da comunicação como
espaço estratégico de construção da cidadania.
Discordando da idéia de futuro como
repetição do presente, em uma crítica ao
radical pessimismo de Francis Fukuyama
em O fi m da história (Rocco, 1992), o teórico
enfatiza a existência de um espaço de
luta e de intervenção social contribuindo
para a criação de uma “institucionalidade
nova”. Essas novas redes de solidariedade
estão presentes, segundo ele, nas emissoras
de rádio e de televisão comunitárias, nas
manifestações artísticas que expressam a
pluralidade das culturas
populares, como os grafi -
teiros, na música jovem,
através do rock e do rap, ou
nos movimentos sociais.
Atento a “novos sentidos
do social e novos usos
sociais dos meios”, Barbero
defende um deslocamento
metodológico no sentido
de valorizar o papel do
outro, do receptor como
sujeito ativo no processo
comunicacional. “Não podemos arbitrariamente
dizer que somente uns poucos
podem fazer e os demais, apenas consumir.
Sabemos que nem todo mundo nasceu para
ser artista, mas todo mundo pode fazer algo,
desde que se criem condições para isso. O
problema é que os governos não fazem
políticas de Estado, de médio e de longo
prazos. Se não há um mínimo de prazo, a
política vira puro marketing. Vendo a meus
eleitores uma coisa que não vou poder dar
um dia. Esse não é somente um problema
latino-americano ou terceiro-mundista. Na
Europa é igual. Os políticos são, em geral,
imediatistas”, observa Martín-Barbero.
TV Pública e o papel das universidades
Ainda acerca da potencialidade dos
meios de comunicação como instrumento
de fortalecimento da
cidadania, Barbero acredita
que a experiência
da TV Pública pode ser
positiva no sentido de
refazer os vínculos societários.
Ressalta, no entanto,
que sua implantação
não deve prescindir de
um vigoroso debate que
incorpore demandas do
público. A busca de novos
conteúdos que valorizem
a participação dos telespectadores é
necessária - afi rma o teórico -, para transformar
a TV Pública em uma rede voltada
aos interesses da comunidade, evitando,
assim, tentativas de manipulação por parte
de governos e partidos.
“Pensar não haver nenhum tipo de
dependência de partidos que estão no governo
é idealismo absoluto. Mas defendo
um projeto que permita incorporar, pouco
a pouco, os meios comunitários para que
essas produções sejam inseridas na televisão
pública. É preciso qualidade, mas não qualidade
puramente técnica ou estética, mas de
conteúdo também, que não seja excludente,
elitista, populista tampouco. Creio que é um
projeto muito difícil, muito delicado e que
vai necessitar tempo”, observa o professor.
Jesús Martín-Barbero nasceu em Ávila,
na Espanha, mas reside na Colômbia desde
1963. Foi professor visitante da Cátedra
Unesco de Comunicação na Universidade
Autônoma de Barcelona, na Universidade
Puerto Rico, na Universidade
de São Paulo (USP) e na Escola Nacional
de Antropologia do México. O professor
destaca a importância de as Instituições
de Ensino Superior resgatarem o sentido
da universalidade. Para ele, o modelo
letrado das universidades é excludente
e não se comunica com o restante da
sociedade.
“A universidade poderia estender-se
mais sobre a sociedade, porque tem linguagem
limitadíssima. Fundamentalmente
é letrada, mas a maioria das pessoas não
o é. São visuais, gestuais. A universidade
tem que comunicar - e se comunicar é atuar
com todas as culturas que não cabem na
universidade. Se não é assim, a universidade
vai morrendo, porque a sociedade vai
para outro lado”, afirma o teórico.
Copiado e colado do Jornal da UFRJ
http://www.ufrj.br/docs/jornal/2008-novembro_jornalUFRJ39.pdf
domingo, 9 de novembro de 2008
Pós-eleição - recebido por e-mail - autor desconhecido
Prestem atenção, meus amigos,
e vejam, como é que pode?
o “caboco” Amazonino,
tesudo que nem um bode,
em mais uma eleição,
fez barba, cabelo e bigode.
E como é da tradição,
talqualmente é o Natal,
aqui no nosso Amazonas,
descoberto por Cabral,
a turma dos derrotados,
é mandada ao balatal.
Isso é uma tradição,
que vem do tempo dos Maias;
lá, quem perdia eleição,
era amarrado na praia,
mas aqui houve mudanças,
no tempo do Álvaro Maia.
E conforme nossa cultura,
que é grande e fenomenal,
o Balatal de que falo,
equivale ao Seringal,
donde se extrai balata,
que é riqueza nacional.
A viagem é de barco,
que p´ra uns faz muito mal,
dura quase uns dez dias,
se não cair temporal,
muitos choram, outros reclamam,
“Como é longe o balatal”.
Também é obrigatória,
faça bem ou faça mal,
não adianta protestos,
nem fazer cara de mau,
quem resiste p’ra não ir,
se entende com a Federal.
OS PROTESTOS
Praciano não quis ir,
alegando imunidade,
e esculhambando o Negão
com muita severidade,
“Nesse barco eu não entro,
eu sou homem da cidade”.
“Se ele não for eu não vou”,
disse o tal Luiz Navarro,
“também sou de carne e osso
e um cidadão bizarro,
até poderia ir,
mas de avião ou de carro.”
“Tô contigo e num abro”
gritou o Ricardo Bessa,
“essa viagem é um martírio,
a gente sofre à beça,
quem quiser que vá sozinho,
mas ‘papai’ não entra nessa.”
O Bisneto, solidário,
protestou com muito ardor,
“Isso é uma crueldade,
se me mandarem eu não vou,
e além de parlamentar,
sou filho de um senador".
“Calma, não briguem, amigos”,
disse o Sarafa bem perto,
“Se o balatal é ruim,
pior é ir p’ro deserto,
p´ra lá já foi gente boa,
como Eduardo e Gilberto”.
O EMBARQUE
Diante desses protestos,
foi chamada a Federal,
que não quis ouvir desculpas
e etc. e tal,
e mandou que todos, juntos,
rumassem p’ro Balatal.
Por isso o TRE,
a quem coube decidir,
mandou que encostassem um barco,
na feira da Panair,
com mandado de prisão
p’ra quem não quisesse ir.
O nome do barco eu não sei,
e como diz o conselho
a ninguém eu perguntei,
p’ra num meter meu bedelho,
mas é nome conhecido,
parece “Plínio Coelho”.
Lula chegou de surpresa,
querendo a tudo assistir,
tava tão aborrecido,
que nem podia sorrir,
disse p’ro seu motorista:
“Direto p’ra Panair”
O primeiro a embarcar,
foi o querido Sarafa,
por questão de precaução,
levou arpão e tarrafa
e de água mineral
mais de trezentas garrafas.
O Praciano, importante,
culpou o seu marqueteiro,
também disse que perdeu,
só por falta de dinheiro,
mesmo assim foi embarcado,
levando seu mosqueteiro.
O Psol Ricardo Bessa,
na hora de entrar na lancha,
pensou na Heloisa Helena
e escorregou da prancha,
só ficou com hematomas
que não passam de u’as manchas.
O comunista Navarro,
com sua cara de nazista,
se apresentou sem bagagem,
p’ra não passar na revista,
só levou uma sacola
e a sua cartilha marxista.
E o Herbert Amazonas,
vocês sabem o que ele fez???
foi se esconder no porão
com toda sua altivez
e de lá ele gritava:
“Não me entroso com burguês”.
Quem criou uma confusão,
na hora de entrar no bote,
foi o velho Carrapeta,
cheio de dedo e fricote,
disse não dormir em rede
e pediu um camarote.
AS DESPEDIDAS
Na hora da despedida,
houve um grande alarido,
era menino chorando,
mulher beijando o marido,
não se ouvia outra coisa
senão soluço e gemido.
P’ra aumentar a confusão,
já generalizada,
chegou u’a mulherada
lá do Bairro do Alvorada,
cantando para o Negão,
“amigo de fé, camarada”.
Mais uma vez o Sarafa,
no furdunço quis dar fim:
“Tenham calma, bons amigos,
o balatal não é o fim,
de lá já ganhei medalha
de ouro, prata e marfim”.
“Lá a vida é tranqüila”,
prosseguiu mestre Sarafa,
“se come carne de sol
com manteiga de garrafa,
mas o fumo é proibido
como também a cachaça.”
Quando o barco apitou,
falaram alguns oradores,
uns fazendo seus protestos,
outros mostrando suas dores,
mas todos apavorados
com o balatal dos horrores.
Falou até um Ministro,
trajando camisa esporte,
“Tenham calma, companheiros,
isso faz parte da sorte,
a viagem é segura,
eu entendo de transporte!”
Também falou um senador,
da terra do Garantido:
“Isso é um castigo cruel
que não faz nenhum sentido,
ou Lula acaba com isso
ou eu mudo de partido.”
Logo falou seu colega,
que antes foi um suplente,
“Isso é uma tortura,
e vergonha p’ra nossa gente,
vou propor lá no Senado
uma mudança urgente”.
Maneca também falou,
franzindo sua cara brava,
mas aceitou o castigo,
sem demonstrar qualquer raiva,
mas disse para o Sarafa:
“Por essa eu não esperava”.
O PV Plínio Valério
discursou com nostalgia,
bendisse o balatal
em nome da ecologia:
“Lá eu ouço o rouxinol
e o canto da cotovia”.
Já o Evandro bateu forte,
que nem o tufão katrina,
também culpou o Negão
“por esta grande chacina"
e levou em sua bagagem,
só anzóis e lamparinas.
Dona Mariza falou,
e com muita erudição:
“Isso é uma cachorrada,
e grande esculhambação,
prometo a todos vocês,
um lugar no mensalão”.
O derradeiro a falar
foi o nosso Presidente,
não sem antes dar um arroto
e uma chupada no dente,
e consertar a garganta
com um gole de aguardente.
“Meus queridos companheiros,
que perderam a eleição,
eu só tenho a lamentar,
tamanha situação,
uma coisa lhes prometo
‘inda acerto esse Negão”
P´ra consolar os amigos
ante a tristeza geral,
puxou pelo verbo e disse:
“Isso é um castigo mortal,
vou falar p’ro Tarso Genro
p’ra acabar com o balatal”.
P´ra terminar ele disse:
“Esse Negão é infame”
e tomou uma taça cheia
de um saboroso champanhe,
“Vão em paz, meus companheiros,
que o Senhor lhes acompanhe!”
Políticos presentes
O Dudu esteve presente,
mas ficou longe do porto,
olhando desconfiado,
pensativo e absorto,
dizendo p’ros seus botões:
“esse Negão num tá morto”
O Arthur também foi lá,
e com muita polidez,
perguntou ao secretário:
“O que foi que o Omar fez?”
E sussurrou p’ro Bisneto,
“Muito em breve é a nossa vez”!
A Vanessa lagrimou,
ao ver o barco zarpar,
levando seus companheiros
sobre as águas do rio mar
ela disse p’ro Heron:
“a viagem é de lascar”
P’ra confortar os amigos,
falou o Zé Mário Frota:
“A viagem é um pouco longa,
eu já conheço a rota,
mas a temporada é curta,
logo vocês tão de volta”.
Gilberto compareceu,
mesmo sem ter compromisso,
ao lado do Luiz Costa,
que também já tá sem viço,
a quem disse, assobiando:
“Também já passei por isso”
Quem também deu sua “brechada”,
foi o velho Pauderney,
de braço com uma dama,
cujo nome eu não sei,
mas ele disse p’ra ela:
“Nesse barco eu já andei”!
Lupércio esteve presente,
bem ao lado do Belão,
e tiveram calafrios
só em ver o “Batelão”,
e logo fizeram um acordo:
“Daqui p’ra frente é Negão”.
Beto Michiles foi lá,
e dizem que passou mal,
relembrando as suas “férias”
que passou no Balatal,
ou então sentindo falta
da Câmara Federal.
Quando a turma já viajava,
pouco distante do cais,
eis que aparece o Negão,
para dizer “Vão em paz”,
mas também fez um lembrete:
“daqui a dois anos tem mais”
sábado, 25 de outubro de 2008
Essa eu não aguentei.
Você quer saber se ficará calvo?
Duas pesquisas independentes que acabam de ser publicadas na revista Nature Genetics de outubro, relatam a identificação de um novo gene ligado a calvície. O trabalho liderado por Vincent Mooser foi feito com a população do Canadá, Reino Unido, Suíça e Holanda e o do pesquisador Markus Nothen com a população da Alemanha e Austrália. De acordo com o primeiro estudo, se você possuir uma determinada variante genética (de um gene localizado no cromossomo 20), o risco de desenvolver calvície é 7 vezes maior. Se você já é calvo ou passou dos 40 e tem muito cabelo não deve estar muito preocupado por isso. Mas se você ainda é jovem, não se iluda.
Infelizmente, saber de antemão não vai ajudar a evitar a queda de cabelos. O máximo que você poderá fazer é curtir seus cabelos enquanto eles existem. Esse é mais um exemplo das inúmeras informações que poderão ser geradas pelo seqüenciamento do genoma de cada um. Mas, vaidade à parte, outras seqüências encontradas no nosso DNA poderão ter um impacto muito mais importante do que o cabelo na nossa saúde futura. A questão é: queremos saber?
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Quantas estrelas tem no céu?
Taí, o professor explica:
"QUEBRANDO DOGMAS EM NEUROCIÊNCIA QUANTITATIVA: QUANTOS NEURÔNIOS TEM UM CÉREBRO"?
Roberto Lent, Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ
Resumo: Várias concepções acerca da evolução e do desenvolvimento do cérebro são baseadas em comparações entre a massa do corpo e a massa do cérebro, na falta de técnicas confiáveis para estimar a composição celular absoluta do cérebro, um órgão com extrema anisotropia na sua celularidade. Dentre essas concepções estão: (1) o cérebro humano tem 100 bilhões de neurônios, e dez vezes mais células gliais (as células de suporte que co-habitam o tecido nervoso); (2) o crescimento evolutivo do cérebro depende do crescimento do número de suas células em todas as espécies, e pode ser descrito por funções potência; (3) o córtex cerebral é o pináculo da evolução; (4) o crescimento do cérebro se dá pela adição de módulos de composição celular homogênea durante o desenvolvimento e a evolução; e (5) o desenvolvimento do córtex cerebral é todo completado durante a vida embrionária, e não envolve a adição pós-natal de novos neurônios (neurogênese adulta). Fazendo uso de um novo método criado no laboratório (fracionador isotrópico), realizamos contagens em diferentes espécies de mamíferos inclusive a humana, em adultos e animais em desenvolvimento, com vistas a testar esses conceitos. Os resultados permitiram questionar vários deles, e propor novos fundamentos para a interpretação da evolução e do desenvolvimento do cérebro.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
LATET ANGUIS IN HERBA
O coronel-major piscou um dia os olhos ao Dr. Matos; o Dr. Matos proferiu um -"latet anguis in herba" - e ambos foram repartir o pão das conjeturas com aesposa do advogado, senhora muito perspicaz nos namoros de salão.
Traduzindo: "oculta-se na relva uma serpente", ou "jaz escondida na relva uma serpente". A expressão aparece no verso 93 da "Écloga" III Virgílio.Publius Vergilius Maro, poeta latino nascido em Mântua, viveu de 71 a 19 a.C.; autor das "Éclogas", das "Geórgicas" e da "Eneida", é um dos maiores poetas daAntiguidade Clássica; exerceu enorme influência na posteridade.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Para onde foram os loucos, desvalidos e miseráveis...
Transcrevo abaixo as informações do site do Fórum.
Abertas as inscrições para o Prêmio Fórum de Ciência e CulturaLOUISE PERES
Estagiária de Jornalismo do FCC/UFRJ
Seguindo a tradição de importantes instituições culturais que estimulam, através de concursos, a criatividade e o interesse pela produção textual, o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (FCC/UFRJ) vai selecionar os dois melhores trabalhos sobre o tema O Palácio Universitário da Praia Vermelha. É o Prêmio Fórum de Ciência e Cultura, fruto de parceria entre a UFRJ; a Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro); o Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica) e a FUJB (Fundação Universitária José Bonifácio).
As inscrições já estão abertas e vão até o dia 17 de novembro. Para a coordenadora do FCC e idealizadora do prêmio, professora Beatriz Resende, esta é uma oportunidade para que as pessoas desenvolvam suas aptidões para a criação artística e acadêmica. “É um primeiro passo e estamos experimentando, mas acredito que vá haver uma continuidade no futuro”, diz. Podem concorrer monografias, ensaios, peças de teatro e outras modalidades de texto – ficcionais ou não, desde que sejam inéditos.
A professora disse considerar o palácio um lugar que abrange uma multiplicidade de aspectos que podem ser abordados nos textos concorrentes. “Para esse primeiro tema escolhemos um lugar que reúne muitas formas de arte, riquíssimo em cultura e história: Arquitetura, Belas Artes, história da loucura, é enorme a quantidade de visões que podem ser trabalhadas sobre o Palácio. Queremos que as pessoas participem“, acrescentou.
Cenário de processos históricos importantes para o país, o palácio foi criado como um hospício pelo imperador Dom Pedro II, em seu primeiro ato como monarca. Inaugurado em 1852, foi desativado em 1944 devido ao excesso de lotação. Graças a Pedro Calmon, primeiro reitor da então Universidade do Brasil, o palácio, de arquitetura em estilo neoclássico, não foi demolido. Cinco anos depois, teve início a reforma para transformá-lo em sede da universidade. Nos anos seguintes, a construção foi lugar de resistência estudantil à ditadura militar, sendo tombada como parte do patrimônio histórico em 1972.
Beatriz Resende esclarece que o concurso é aberto a todos. “Tanto alunos como professores e funcionários, ou mesmo quem é de fora da universidade podem participar. Queremos a contribuição da comunidade em torno das unidades, sejam essas pessoas ligadas ou não à UFRJ”, afirma.
A Comissão Julgadora é constituída por cinco integrantes, tendo como presidente a professora Beatriz Resende: Heloisa Buarque de Hollanda, coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) e Luiz Pinguelli Rosa, coordenador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), da UFRJ; o escritor Sérgio Sant’Anna; e o professor da UERJ e diretor do Paço Imperial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Lauro Augusto Cavalcanti.
Serão premiados o 1º e 2º melhores trabalhos, que receberão R$ 7 mil e R$ 3 mil, respectivamente. O resultado será divulgado em dezembro, com uma festividade de premiação realizada no Fórum.
O candidato poderá se inscrever até o dia 17 de novembro via SEDEX ou pessoalmente, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, localizado na av. Pasteur, 250 – 2º andar, sala 205, Urca – CEP:22295-900, Rio de Janeiro, RJ. O edital completo do concurso está disponível para download na página inicial do FCC.
Já um cartãozinho da MiCA Postais Publicitário convida assim:
Prêmio
Fórum de Ciência e Cultura
da UFRJ
Tema:
"O Palácio Universitário da Praia Vermelha"
Texto inédito:
monografia, ensaio
ou obra de ficção
Inscrições abertas:
www.forum.ufrj.br/premio
e no verso...
Um conto, um romance, uma peça de teatro, um trabalho científico...
Concorra ao primeiro "Prêmio Fórum de Ciência e Cultura" da UFRJ com um texto inédito - monografia, ensaio ou obra de ficção - sobre o tema "O Palácio Universitário da Praia Vermelha".
Tombado pelo Patrimônio Histórico, a história desse prédio começa em 1842, com os trabalhos de construção do Hospício D. PedroII.
Loucos, desvalidos e miseráveis ali abrigados, com o advento da República, passaram a conviver com personagens considerados de mente perturbada pela nova ordem, como Lima Barreto e João Cândido, o marinheiro da Revolta da Chibata.
Com a transferência dos pacientes para a Colônia Juliano Moreira, o prédio ficou abandonado até 1949, quando se iniciaram as obras de recuperação para sediar a Universidade do Brasil.
Nos anos 60, foi cenário de históricas manifestações culturais e artísticas. Mas também de fortes cenas de arbítrio e violência.
O "Prêmio Fórum de Ciência e Cultura aceitará contribuições de autores de diversas áreas que queiram mergulhar na história do prédio, em suas sucessivas ocupações, em sua importância para cidade e sua condição contemporânea, bem como criações literárias que enfoquem livremente o tema proposto.
Tudo isso é um prato cheio para acordar (ou recordar) os fantasmas que ali, nesse belíssimo palácio, ainda 'vivem'. Ou estão a 'morrer' no fundão!?
Como o tema é meio livre, acho que vou embarcar nessa e me divertir um pouco. Quiçá!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
OUTBOX
A partir de agora todas as paradinhas que eu ler e achar interessante vou depositar aqui nesse espaço.
A VOLTA DO VELHO PROFESSOR
Em pleno século XX, um grande professor do século passado voltou à Terra e, chegando à sua cidade, ficou abismado com o que viu: as casas altíssimas, as ruas pretas, passando umas sobre as outras, com uma infinidade de máquinas andando em alta velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor não conhecia (poluição, avião, rádio, metrô, televisão...); os cabelos de umas pessoas pareciam com os dos tempos das cavernas... e as roupas deixavam o professor ruborizado.
Muito surpreso e preocupado com a mudança, o professor visitou a cidade inteira e cada vez compreendia menos o que estava acontecendo. Na igreja, levou susto com o padre que não mais rezava a missa em latim, com o órgão mudo e um grupo de cabeludos tocando uma música estranha. Visitando algumas famílias, espantou-se com o ritual depois do jantar: todos se reuniam durante horas para adorar um aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O professor ficou impressionado com a capacidade de concentração de todos: ninguém falava uma palavra diante do aparelho.
Cada vez mais desanimado, foi visitar a escola – e, finalmente, sentiu um grande alívio, reencontrando a paz. Ali, tudo continuava da mesma forma como ele havia deixado: as carteiras uma atrás da outra, o professor falando, falando... e os alunos escutando, escutando, escutando...
Drummond
O mundo é grande
O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar
Além da Terra, além do Céu
Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não se apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Especulações em torno da palavra homem
Mas que coisa é homem,
que há sob o nome:
uma geografia?
um ser metafísico?
uma fábula sem
signo ou desmonte?
Como pode o homem
sentir-se a si mesmo,
quando o mundo some?
Como vai o homem
junto de outro homem,
sem perder o nome?
E não perder o nome
e o sal que ele come
nada lhe acrescenta
nem lhe subtrai
da doação da pai?
Como se faz um homem ?
Apenas deitar,
copular, à espera
de que do abdômem
brote a flor do homem?
Como se faz
a si mesmo, antes
de fazer o homem?
Fabricar o pai
e o pai e outro pai
e um pai mais remoto
que o primeiro homem ?
Quanto vale o homem?
Menos, mais que o peso?
Hoje mais que ontem?
Vale menos, velho?
Vale menos, morto?
Menos um que outro,
se o valor do homem
é medida de homem?
Como morre o homem,
como começa a?
Sua morte é fome
que a si mesma come?
Morre a cada passo?
Quando dorme, morre?
Quando morre, morre?
A morte do homem
consemelha a goma
que ele masca, ponche
que ele sorve, sono
que ele brinca, incerto
de estar perto, longe?
Morre, sonha o homem?
Por que morre o homem?
Campeia outra forma
de existir sem vida?
Fareja outra vida
não já repetida,
em doido horizonte?
Indaga outro homem?
Por que morte e homem
andam de mãos dadas
e são tão engraçadas
as horas do homem?
mas que coisa é homem?
Tem medo de morte,
mata-se sem medo?
Ou medo é que o mata
com punhal de prata,
laço de gravata,
pulo sobre a ponte?
Por que vive o homem?
Quem o força a isso,
prisioneiro insonte?
Como vive o homem,
se é certo que vive?
Que oculta na fronte?
E por que não conta
seu todo segredo
mesmo em tom esconso?
Por que mente o homem?
mente mente mente
desesperadamente?
Por que não se cala,
se a mentira fala,
em tudo que sente?
Por que chora o homem?
Que choro compensa
o mal de ser homem?
Mas que dor é homem?
Homem como pode
descobrir que dói?
Há alma no homem?
E quem pôs na alma
algo que a destrói?
Como sabe o homem
o que é sua alma
e o que é alma anônima?
Para que serve o homem?
para estrumar flores,
para tecer contos?
Para servir o homem?
Para criar Deus?
Sabe Deus do homem?
E sabe o demônio?
Como quer o homem
ser destino, fonte?
Que milagre é o homem?
Que sonho, que sombra?
Mas existe o homem?
TECNECIUM
Físicos em busca do lixo "limpo"
Europeus e americanos pesquisam comodestruir os perigosos resíduos radiativos
LONDRES - Físicos europeus e americanos estão envolvidos em uma disputapara ver quem consegue antes uma solução que leve à destruição dos perigososdepósitos de lixo nuclear através do processo conhecido por "transmutação",anteriormente rejeitado como tecnológica e economicamente impraticável.Segundo a revista New Scientist, os governos da França, Espanha e Itália estãoanalisando a construção de um protótipo de reator de transmutação e oDepartamento de Energia dos Estados Unidos destinou US% 4 milhões parapesquisa parecida.
Através do processo de transmutação, se um elemento radiativo for bombardeadocom um ou dois nêutrons terá reduzida sua meia-vida e será destruído maisrapidamente. Os físicos acreditam que a transmutação pode reduzir de 200 milanos para pouco menos de 16 segundos o tempo que um dos mais nocivoscomponentes do lixo nuclear - technetium-99 - leva para perder metade de seupotencial radioativo.
O technetium-99 é um produto da fissão do urânio e os reatores atômicos de todoo mundo produzem por ano cerca de seis toneladas deste subcomposto. Como éfacilmente solúvel em água, o technetium-99 integra a cadeia alimentar. Hoje osoceanos têm 100 vezes mais o produto do que nos anos 60.
Os europeus vão pesquisar uma forma de, não só destruir os atuais estoques delixo atômico (minimizando o risco de terrorismo nuclear) mas também de criar umanova forma de gerar eletricidade. O protótipo do reator foi chamado de"amplificador de energia" por seu inventor, o físico vencedor do prêmio NobelCarlo Rubbia.
O Amor é lindo!
"Rodrigo
eu acho que você não levou muito a serio tudo o que eu te falei .talvez deve ser pôr tudo que você passou, pôr tudo o que você sofreu ,e não quer passar por isso outra vez. Eu queria que você acreditasse em mim , eu estou apaixonada por você, Penso em você 24h. pôr dia .Eu não quero fazer você sofrer ,pelo ao contrario quero te fazer muito feliz .Rodrigo me diz o que fazer com todo esse sentimento que invadi meu peito ,que ate ontem me fez bem e hoje me faz mal , pôr que não sou correspondida. Nosso primeiro encontro foi um acaso feliz . eu me senti a pessoa mais feliz do mundo .pôs estava ao lado de um homem maravilhoso ,um homem encantador ,o homem que me fez sentir uma mulher de verdade .Rodrigo eu não sei oque vai ser de mim se eu não puder ter você nos meus bracos ,sem teu carinho. Te amo te amo te amo te amo".
"Karina, aparecida da maia, nunca se esqueca que , toda manhã na africa, uma gazela acorda ela sabe que precisa correr mais ràpido do que um leão se não ela morre .Toda manhã na africa um leão acorda ele sabe que tem que correr mais rapido do que uma gazela se não ele morre de fome. Como o sol nasce não importa se você e um leão ou uma gazela ,o que importa e que nos seres humanos comecamos a correr para uma única saida um único destino à felicidade .Gostaria que você soubesse que você sempre vai estar presente no meu coracão pôr que você e uma pessoa muito legal, uma pessoa muito, muito carinhosa , muito amavel , muito sincera . Obrigado pelas palavras que me disse .Obrigado pôr Deus, pôr Deus ter feito uma pessoa tão, tão legal como você. Eu nem sei o que te falar, so sei que você sempre vai ser uma pessoa muito importante na minha vida . Essa musica e a musica que eu mais amo que eu mais gosto, Ta bom hoje e dia 23de janeiro de2000, prudentopolis ,parana brasil .numca se esqueca de mim adoro você".
Desculpem-me, acrescentei uma vírgula.
O responsável
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Em Questão
Nº 704 - Brasília, 23 de Setembro de 2008
Leilões garantem atendimento pleno do mercado futuro de energia elétrica
O volume de energia elétrica necessário para atender à demanda do mercado consumidor brasileiro nos próximos três anos está plenamente contratado e há um superávit de 400 MW para o ano de 2011. Esse excedente foi registrado no leilão de Energia Nova A-3, realizado no dia 17 de setembro pelo governo federal, e representa a garantia de que o setor elétrico está ajustado para sustentar o crescimento econômico projetado para os próximos anos. Em pouco tempo, o sistema elétrico brasileiro saiu de um quadro estrutural de déficit e racionamento de energia em 2001 — período conhecido como “apagão” — para projetar superávit estrutural de oferta dez anos depois (2011), após garantir o atendimento pleno do mercado projetado pelas distribuidoras para 2009 e 2010. Superávit - No leilão A-3, foram contratados 1.076 MW médios de 10 usinas termelétricas, sendo duas movidas a gás natural liquefeito (GNL), totalizando 265 MW médios, e o restante a óleo combustível, somando 811 MW médios. Com o resultado, contratou-se no leilão 11% a mais da demanda necessária para complementar o mercado de 2011, que era de 969 MW médios. Preço - A potência instalada agregada ao Sistema Interligado Nacional será de 1.935 MW. O preço médio da negociação ficou em R$ 128,42/MWh, e a movimentação financeira resultante dos contratos de compra e venda de energia (todos com 15 anos de duração) alcançará R$ 18,169 bilhões. De acordo com Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), a oferta de energia prevista para entrar no Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2011 é mais que suficiente para atender aos mercados regulado (consumidores ligados às empresas distribuidoras) e livre (grandes consumidores). Deságio - Segundo o presidente da EPE, o deságio de 14,38% obtido na disputa do leilão A-3 mostra que o sistema de competição introduzido no País tem atendido um dos objetivos do Novo Modelo do Setor Elétrico, a modicidade tarifária. “Este deságio só foi possível graças ao grande número de empreendedores interessados em investir no setor elétrico brasileiro. Além disso, esse leilão traz outra boa notícia, que é a retomada em dos investimentos em termelétricas a gás natural, que se encontravam ausentes dos últimos leilões devido à restrição no fornecimento do insumo no país”, avaliou Tolmasquim. A habilitação e a conseqüente participação de quaisquer tipos de usinas termelétricas nos leilões de energia estão condicionadas à comprovação do fornecimento de combustível.
Tarifa mais baixa é um dos pilares do novo marco regulatório
O aumento da segurança e previsibilidade do suprimento de energia para o mercado regulado é resultado da implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico, lançado em 2004 pelo governo federal. Baseado na retomada do planejamento de curto, médio e longo prazos no setor elétrico, o modelo tem como pilares a modicidade tarifária, segurança do suprimento e marco regulatório estável. Para garantir tarifas mais justas aos consumidores, o novo marco inovou ao prever leilões pela lógica do menor custo da energia a ser produzida, e não pelo maior ágio como era feito até então. A disputa pelos empreendimentos faz com que o custo da energia seja menor, o que garante tarifas mais baixas para os consumidores. Os leilões funcionam como autênticos mecanismos de ajuste entre oferta e demanda e são promovidos com cinco, três e um ano de antecedência em relação ao ano-referência em que a energia será ofertada. Desta forma, eventuais descolamentos entre o volume de energia ofertado e o consumo podem ser ajustados com a devida antecedência, evitando escassez ou excesso de energia. Novos leilões - Dando seqüência à sistemática de leilões, o governo federal inicia no próximo dia 28 a contratação da energia para atender o mercado previsto para 2013 por meio do leilão de energia nova A-5, voltado para empreendimentos hidrelétricos. Em novembro, será realizado o A-1 para ajuste final do mercado de 2009.
domingo, 14 de setembro de 2008
O QUE LISA CONTA
.Quando a família de Edvaldo se mudou para aquele lugar, ele tinha oito anos de idade. Gerardo, seu irmão, já ia fazer sete. A casa ficava em um conjunto residencial que tinha acabado de ser construído. O bairro era deserto e poeirento, isolado do resto do mundo. Não havia televisão, nem telefone, nem mesmo luz elétrica. A casa era iluminada por uma espécie de motor de luz que funcionava das 7 às 9 da noite. Depois, só lampiões, velas ou lamparinas à querosene. Com esse tipo de iluminação não se podia ler muito, então as crianças se divertiam com jogos de luz e sombra. Com as mãos, faziam formas de animais que se projetavam na parede. Às vezes escutava-se música no rádio à pilha. As vezes, quando tinha mais gente, principalmente meninas, brincavam de roda, “Corre-corre macuchila”, “Caí no poço”, esconde-esconde e outras brincadeiras coletivas.
Como as noites eram frescas, apesar do clima tropical, os pais costumavam acender fogueiras no quintal que serviam tanto para se aquecer quanto para clarear o ambiente. Às vezes contava-se histórias de assombração (Brrrrr...) ao redor da fogueira.. A cada história as crianças iam chegando mais perto dos pais... e fechavam os olhos e se assutavam com as sombras das árvores e o com o piar da coruja. Ninguém tinha coragem de se levantar dali nem pra fazer xixi. Mesmo morrendo de medo, pediam pra contar outra e mais outra e mais outra... Conclusão: na hora de dormir, iam todos para cama da mamãe!
Durante o dia, o único barulho que se ouvia era o do ônibus de madeira, pintado com cores extravagantes, que circulava no bairro a cada duas horas. A casa ficava quase no ponto final da linha, que sem dúvida, era também o ponto final do mundo. Havia poucas casas habitadas no conjunto. Mas como eram famílias numerosas tinha criança de tudo que era idade. As outras casas permaneciam vazias e sem chaves, à disposição da meninada que brincava de esconde-esconde e outras brincadeiras, em noite de lua cheia.
Além do conjunto em que moravam via-se apenas alguns casebres, espalhados, quilômetros de distância entre um e outro. Para quem estava acostumado a viver no centro da cidade, o lugar parecia mágico! Um silêncio absoluto reinava naquela espécie de vale sem montanhas, interrompido, ora pelo canto de toda espécie de pássaros, ora por concertos, em duas vozes, de sapos e cigarras, à boca da noite. À noite, o pisca-pisca dos vaga-lumes iluminava os caminhos secretos que os levavam a lugar nenhum. Fazia quase frio de madrugada. Os meninos pareciam felizes, vestidos em seus pijamas de mangas compridas, especialmente confeccionados para serem usados na casa nova.
Antes eles moravam num casarão antigo que alugavam no centro histórico da cidade. Lá havia pelo menos uma dezena de cômodos: quartos, banheiros, copa e cozinha, sala de jantar e um imenso corredor onde se passeava de bicicleta. No final do corredor, depois da copa, ficava o terraço (onde o pai tocava bandolim, todos os dias, ao cair da tarde). No fundo havia um enorme quintal, cheio de árvores frutíferas, entre elas uma mangueira centenária. Ah, tinha também um porão mal-assombrado! (Mas isso é uma história à parte...). A casa nova, ao contrário, era pequena, com apenas três quartos, uma sala, cozinha, banheiro e um pequeno hall de entrada. No entanto, havia bastante terreno ao redor da casa e todo o resto do bairro. A rua os pertencia, como uma extensão da casa. E do outro lado da estrada de poeira era a floresta, mata virgem e misteriosa: o paraíso proibido ao alcance das mãos.
Julho era um mês de estiagem. Quase não chovia e os dias eram ensolarados. Foi nesse período que, pela primeira vez, se ultrapassou a fronteira do paraíso. Adultos e crianças, jovens e menos jovens, pais, filhos, cachorros e papagaios, atravessaram a pista rumo à descoberta da Floresta. Um atrás do outro, munidos de facões, machados e roupas de banho, lançaram-se na grande aventura, em busca de frutos e plantas, de fontes de água e de emoções. Foi assim que encontraram um riacho de águas cristalinas que transformaram pouco a pouco numa verdadeira piscina natural.
A partir de então, durante meses e meses, ou talvez anos, todos os domingos e feriados, a vizinhança toda se reunia no “banhozinho” onde se passava o dia inteiro brincando dentro d’água, comendo peixe assado na brasa, jogando bola, subindo em árvores, saltando dos galhos, colhendo frutos das árvores: buriti, açaí, ingá, maracujá do mato, jatobá, sorva, etc. E aproveitavam da água e do sol até desaparecer o último raio de luz sobre a mata cerrada que iluminava o caminho de volta.
O odor das folhas perfumadas e o cheiro de terra molhada permanecem ativos na memória dos calvos “meninos. O calor úmido e o sol através das copas das árvores gigantes ainda queimam suas peles ressecadas. O barulhar do igarapé, o estalar das seringueiras ecoam em seus ouvidos e seus olhos parecem ainda ver os meninos, ensopados, correndo para apanhar as “seringas” espalhadas no chão de areia quente.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Victoire du peuple en faveur de l’environnement
Só sei copiar e colar, lá vai:
Peço licença a todos aqueles que tentaram impedir a tragédia, para ousar expressar o meu pensamento utópico:
Imaginem se a população inteira da cidade boicotasse o shopping do português... Imaginem esse “templo” vazio onde os “fiéis” revoltados não aparecessem... Imaginem as lojas com os artigos intactos empilhados nas prateleiras e os vendedores ociosos cochilando no balcão... Tudo em liquidação! No supermercado, produtos apodrecendo, farinhas bichadas, frutas murchas e verduras amareladas. Tudo vencido. Lanchonetes com as máquinas paradas... pães de queijo duros no lixo... sorvete virando suco... Ninguém aparece pra consumir?! Enquanto isso, especialistas em marketing do mundo inteiro reunidos no Tropical Resort tentam, em vão, encontrar uma estratégia eficaz para atrair o consumidor...
Seria ou não seria um acontecimento inédito ? Manaus ficaria conhecida mundialmente! Imaginem, conterrâneos, o quanto ficaríamos orgulhosos disso! Viriam repórteres do Brasil inteiro e do mundo! Estaríamos diariamente na mídia internacional! Manchetes do tipo: “Povo leva grupo empresarial à falência”; “El pueblo unido jamás será vencido” ; “Victoire du peuple en faveur de l’environnement”; “O crime ecológico não compensou”; “In Manaus, the boycott is possible”; “Das volk sieg”...
Pois é, isso até seria estrategicamente viável se não fosse historicamente improvável.
Agora, permitam-me ir além, já que sonhar não tem limites:
E se, de repente, os legítimos habitantes do lugar resolvessem voltar pra casa? Revoadas de pássaros (à la Hitchcock) invadindo os espaços vazios, pousando em lustres e fios... Dezenas de micos entrando, sem pagar, nas salas de cinema abandonadas, empanturrando-se de pipocas e jujubas... Macacos-prego vestindo as roupas das vitrines, imitando os manequins, outros devorando as bananas do horti-fruti... Gaviões bicando carnes no açougue, lagartos se deliciando com as folhas de alface, camaleões exibindo suas cores, formigas nas compotas e geléias, fileiras de saúvas carregando pedaços de couve... Cobras-cipó enroladas no corrimão, sapos e rãs saltando na borda da fonte. Uma preguiça repousa tranqüila na espreguiçadeira da loja de móveis, enquanto as cutias desfilam ligeiras entre as cadeiras vazias da praça de alimentação ...E o papagaio, no encosto da poltrona do patrão, não pára de repetir: “Estamos fodidos, pá!”...“Estamos fodidos, pá!”... Um cenário pra George Orwell nenhum botar defeito!
De volta, pois, à realidade, só me resta transformar este sonho em roteiro de cinema. Algum produtor se habilita?
Elisa Bessa (sobrinha da genitora)
P.S. Não desculpem os erros do português.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Mais coisas da Lisa
Os filmes “Inteligência é Fundamental”, de Michelle Andrews, e “Doida é a Mãe”, de Elisa Bessa, foram os grandes premiados na noite do último domingo (31/08), na quarta edição do Festival de curta-metragens Curta 4.4. O festival, que contou com 20 filmes com produção de Manaus, Parintins e São Gabriel da Cachoeira, premiou os curtas com duração de quatro minutos em 17 categorias.
A produção de Michelle Andrews, que ganhou a categoria principal de Melhor Filme, recebeu como prêmio uma filmadora digital. “Inteligência é Fundamental”, que também venceu como Melhor Trilha Sonora, relata uma situação crítica e bem comum na zona Leste da cidade de Manaus: a falta d‘ água. O documentário mostra as dificuldades que a população encontra em contar com água, utilizando para isso canos de PVC para desviá-la para suas casas. Já a trilha sonora do filme ficou nas mãos do DJ Tubarão, que trabalhou o som ambiente com o sambarock e rap, destaque para a música do grupo Cabanos.
Comédia
Na proposta da diretora Elisa Bessa, que venceu nas categorias Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Atriz / Juri Popular, os devaneios de uma senhora pelas ruas do centro de Manaus, questionando e abordando as pessoas por onde ela passa a respeito da sua sanidade, ganhou destaque não só pela construção e abordagem da diretora, mas também pela performance da atriz Graça Spener que tirou boas gargalhadas do público que assistiu à produção.
Elisa ainda ganhou mais três prêmios na noite, só que dessa vez com o filme “Feliz Aniversário”, que participou da mostra infantil paralela do evento chamado Quatrinho. 2. A produção venceu nas categorias Melhor Filme, Melhor Atriz com Di Castro e Melhor Ator com Nonato Tavares. “Agradeço a todos que trabalharam nos filmes”, disse a diretora. “Dedico as vitórias do curta “Doida é a Mãe” à protagonista. Graça, esses prêmios são seus”.
Participação
Para o idealizador do festival Junior Rodrigues, o evento ganha mais adeptos e incentivadores a cada ano, o que fortalece ainda mais o crescimento do festival com passar do tempo. “Sempre entra uma turma nova, interessada em produzir”, comenta. Ele ainda adianta que em 2009 o evento virá mais forte.
O Curta 4.4 contou com 36 filmes que resultou em 20 selecionados para a Mostra Oficial e 10 para a Mostra Infantil. Depois do lançamento, que ocorreu dia 27 de agosto, no Cinemark, foi realizada 50 exibições por escolas municipais e estaduais, e comunidades. Com um público de expectadores estimado de 3.000 pessoas.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Poastagem, digo, colagem
O consórcio formado pela construtora Odebrecht e por Furnas, que irá construir a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, terá de bancar a manutenção de duas unidades de conservação - os parques nacionais de Mapinguari, no Amazonas, e a Reserva Biológica do Jaru, em Rondônia - bem como o custeio da demarcação e do monitoramento de duas reservas indígenas no Estado (Karipuna e Karitiana). As condicionantes fazem parte da licença de instalação concedida às empresas associadas pelo Ibama na segunda-feira (11).Durante entrevista coletiva, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ainda que o consórcio terá também de contribuir com R$ 30 milhões para o saneamento na cidade de Porto Velho, bem como aplicar em educação ambiental na região e equipar o Batalhão Florestal da Polícia Militar de Rondônia e o Corpo de Bombeiros do Estado, no valor de até R$ 6 milhões, para prevenir incêndios e crimes ambientais. Outras exigências são o monitoramento da sedimentação do rio e da qualidade da água e a recuperação de outras áreas de preservação nos arredores da usina. São cerca de 40 condicionantes. A licença deve ser publicada no Diário Oficial desta terça-feira (12).O cálculo da compensação ambiental pela construção da usina, porém, ainda não foi concluído pelo ministério. Segundo Minc, a definição ficará para a semana que vem, após reunião com a Câmara Técnica de Compensação Ambiental - formada por membros do governo, empresários, terceiro setor e universidade -, que irá bater o martelo sobre a nova fórmula de cálculo. Decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em abril, decidiu que o mínimo a ser pago pelas empresas para recuperar o meio ambiente não pode ser 0,5% do valor total da obra e que o cálculo tem de ser feito apenas sobre o trecho da obra que provoca impactos ambientais significativos.Segundo Minc, o cálculo compensatório incluirá a diminuição da área inundada e, ainda, a criação de alternativas para o fluxo migratório de peixes. O ministro lembrou que a usina não causará nenhum impacto em relação à Bolívia. "Estamos analisando a questão do ponto de vista ambiental e também do uso da água. A parte jurídica está sendo tratada em outras esferas do governo", afirmou. A Agência Nacional de Águas (ANA) já outorgou o uso das águas na região. Essa seria uma das exigências para que a licença de instalação da usina fosse concedida.Minc reclamou que a autorização teve que ser concedida em tempo recorde por causa do atraso do empreendedor na entrega de documentos indispensáveis para obtenção da licença. "Vários documentos importantes foram entregues há uma semana, dez dias atrás e até três dias atrás. Isso não é admissível", afirmou, destacando que, apesar dos atrasos do empreendedor, houve um esforço sobrenatural para a concessão da licença, que foi feito com máximo rigor e responsabilidade. O ministro destacou que para as próximas licenças os prazos serão mais rígidos, "para que não se coloque, de forma injusta, nas costas dos órgãos ambientais e da ANA, a culpa pelo atraso na liberação das licenças".A usina de Santo Antônio, cuja conclusão está prevista para 2012, terá capacidade de produzir 3.150 megawatts. A autorização concedida hoje é a segunda etapa do processo de licenciamento de uma obra. A etapa seguinte é a licença de operação, concedida quando a obra estiver concluída.
Gisele Teixeira/MMA
terça-feira, 17 de junho de 2008
O Professor Sabe-tudo (ou Pardal mesmo).
Isso tudo me lembra os tempos remotos de criança quando íamos jogar futebol e nem todos eram bons de bola. Mas, bastava o pai de um deles comprar uma bola pro filho para que fosse vaga garantida em qualquer pelada. Normalmente, (coincidência)? o cara era ruim pacas. Mas era o dono da bola.
Hoje, aqui e agora, mesmo não sendo uma brincadeira com bola, tem sempre uns desses caras que não são de porra nenhuma mas que o "pai" comprou com dinheiro público umas dessas maquininhas para fazer "experiências" já se sente o bom.
Resultado: Tenho que "jogar" com pessoas assim.
BEIJOS E PALAVRAS (baci, baisers, Küsse, kisses)
L`amour sans baisers est une nuit sans étoiles.
Liebe ohne Küsse ist wie eine Nacht ohne Stern.
Love without kisses is like a night without star.
Amor sem beijos é como uma noite sem estrelas.
Il bacio fa diventar belli gli animi, i cuori, i pensieri.
Le baiser embellit les âmes, les coeurs, les pensées.
Der Kuss verschönert die Seelen, Herzen und Gerdanken.
A kiss can beautily souls, hearts and thoughts.
Um beijo pode embelezar a alma, corações e mentes.
La più grande felicità: il primo bacio della persona amata.
Le plus grand bonheur: le premier baiser de la personne aimée.
Die grösste Glückseligkeit: der erste Kuss der geliebten Person.
The greatest possible happiness: the first kiss of the beloved.
A maior de todas as felicidades: o primeiro beijo da pessoa amada.
Entre dois corações que se amam palavras não são necessárias.
No words are needed between two loving hearts.
Zwischen zwei Herzen die sich lieben bedarf es keiner Worte.
Entre deux coeurs qui s'aiment les paroles sont inutiles.
Fra due cuore che s'amano non occorrono parole.
Il bacio fapiu giovane il cuore e cancella le etá.
Le baiser rajeunit le coeur et efface les années.
Der Kuss macht das Herz jünger und das Alter vergessen.
A kiss makes the heart young again and wipes out the years.
Um beijo faz o coração jovem novamente e ...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Superação
Mas é assim que a gente se entende, com muita paciência, esperança. "Esperança", palavra um pouco esquecida mas que merece ser lembrada sempre porque é ela quem nos conduz e nos consola.
Acho que está acontecendo uma reação química muito estranha no meu cérebro ultimamente. Estou ficando meio romântico, meio abestalhado. Sinto falta daquele pragmatismo, aquele jeito frio e calculista de ver as coisas.
Isso tudo vem, certamente, do meu convívio recente com pessoas simples. (Humilde mesmo).
Superação porque sofro menos agora do que sofria antes pra fazer as mesmas coisas.
Acho que sou mais feliz.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Meio do Ano
Estivemos lá ontem, eu e Mari, na sua casa... Blá, blá, blá.
domingo, 23 de março de 2008
Musicas
Exemplo : Red Hot Chili Peppers - Aeroplane.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Bem vindos!
Nesse momento, começa um relato que, eu espero, não termine nunca.
Vou demorar, certamente, a dizer algo significativo. Talvez esteja aí o charme de escrever.
