segunda-feira, 29 de setembro de 2008

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

OUTBOX

Papeis Postos

A partir de agora todas as paradinhas que eu ler e achar interessante vou depositar aqui nesse espaço.




A VOLTA DO VELHO PROFESSOR



Em pleno século XX, um grande professor do século passado voltou à Terra e, chegando à sua cidade, ficou abismado com o que viu: as casas altíssimas, as ruas pretas, passando umas sobre as outras, com uma infinidade de máquinas andando em alta velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor não conhecia (poluição, avião, rádio, metrô, televisão...); os cabelos de umas pessoas pareciam com os dos tempos das cavernas... e as roupas deixavam o professor ruborizado.
Muito surpreso e preocupado com a mudança, o professor visitou a cidade inteira e cada vez compreendia menos o que estava acontecendo. Na igreja, levou susto com o padre que não mais rezava a missa em latim, com o órgão mudo e um grupo de cabeludos tocando uma música estranha. Visitando algumas famílias, espantou-se com o ritual depois do jantar: todos se reuniam durante horas para adorar um aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O professor ficou impressionado com a capacidade de concentração de todos: ninguém falava uma palavra diante do aparelho.
Cada vez mais desanimado, foi visitar a escola – e, finalmente, sentiu um grande alívio, reencontrando a paz. Ali, tudo continuava da mesma forma como ele havia deixado: as carteiras uma atrás da outra, o professor falando, falando... e os alunos escutando, escutando, escutando...



Drummond


O mundo é grande
O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar

Além da Terra, além do Céu
Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.


Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não se apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.



Especulações em torno da palavra homem


Mas que coisa é homem,
que há sob o nome:
uma geografia?


um ser metafísico?
uma fábula sem
signo ou desmonte?


Como pode o homem
sentir-se a si mesmo,
quando o mundo some?


Como vai o homem
junto de outro homem,
sem perder o nome?


E não perder o nome
e o sal que ele come
nada lhe acrescenta


nem lhe subtrai
da doação da pai?
Como se faz um homem ?


Apenas deitar,
copular, à espera
de que do abdômem


brote a flor do homem?
Como se faz
a si mesmo, antes


de fazer o homem?
Fabricar o pai
e o pai e outro pai


e um pai mais remoto
que o primeiro homem ?
Quanto vale o homem?

Menos, mais que o peso?
Hoje mais que ontem?
Vale menos, velho?

Vale menos, morto?
Menos um que outro,
se o valor do homem

é medida de homem?
Como morre o homem,
como começa a?

Sua morte é fome
que a si mesma come?
Morre a cada passo?

Quando dorme, morre?
Quando morre, morre?
A morte do homem

consemelha a goma
que ele masca, ponche
que ele sorve, sono

que ele brinca, incerto
de estar perto, longe?
Morre, sonha o homem?

Por que morre o homem?
Campeia outra forma
de existir sem vida?


Fareja outra vida
não já repetida,
em doido horizonte?

Indaga outro homem?
Por que morte e homem
andam de mãos dadas

e são tão engraçadas
as horas do homem?
mas que coisa é homem?

Tem medo de morte,
mata-se sem medo?
Ou medo é que o mata

com punhal de prata,
laço de gravata,
pulo sobre a ponte?

Por que vive o homem?
Quem o força a isso,
prisioneiro insonte?

Como vive o homem,
se é certo que vive?
Que oculta na fronte?

E por que não conta
seu todo segredo
mesmo em tom esconso?

Por que mente o homem?
mente mente mente
desesperadamente?

Por que não se cala,
se a mentira fala,
em tudo que sente?

Por que chora o homem?
Que choro compensa
o mal de ser homem?

Mas que dor é homem?
Homem como pode
descobrir que dói?

Há alma no homem?
E quem pôs na alma
algo que a destrói?

Como sabe o homem
o que é sua alma
e o que é alma anônima?

Para que serve o homem?
para estrumar flores,
para tecer contos?

Para servir o homem?
Para criar Deus?
Sabe Deus do homem?

E sabe o demônio?
Como quer o homem
ser destino, fonte?

Que milagre é o homem?
Que sonho, que sombra?
Mas existe o homem?




TECNECIUM

Físicos em busca do lixo "limpo"

Europeus e americanos pesquisam comodestruir os perigosos resíduos radiativos

LONDRES - Físicos europeus e americanos estão envolvidos em uma disputapara ver quem consegue antes uma solução que leve à destruição dos perigososdepósitos de lixo nuclear através do processo conhecido por "transmutação",anteriormente rejeitado como tecnológica e economicamente impraticável.Segundo a revista New Scientist, os governos da França, Espanha e Itália estãoanalisando a construção de um protótipo de reator de transmutação e oDepartamento de Energia dos Estados Unidos destinou US% 4 milhões parapesquisa parecida.
Através do processo de transmutação, se um elemento radiativo for bombardeadocom um ou dois nêutrons terá reduzida sua meia-vida e será destruído maisrapidamente. Os físicos acreditam que a transmutação pode reduzir de 200 milanos para pouco menos de 16 segundos o tempo que um dos mais nocivoscomponentes do lixo nuclear - technetium-99 - leva para perder metade de seupotencial radioativo.
O technetium-99 é um produto da fissão do urânio e os reatores atômicos de todoo mundo produzem por ano cerca de seis toneladas deste subcomposto. Como éfacilmente solúvel em água, o technetium-99 integra a cadeia alimentar. Hoje osoceanos têm 100 vezes mais o produto do que nos anos 60.
Os europeus vão pesquisar uma forma de, não só destruir os atuais estoques delixo atômico (minimizando o risco de terrorismo nuclear) mas também de criar umanova forma de gerar eletricidade. O protótipo do reator foi chamado de"amplificador de energia" por seu inventor, o físico vencedor do prêmio NobelCarlo Rubbia.



O Amor é lindo!


"Rodrigo
eu acho que você não levou muito a serio tudo o que eu te falei .talvez deve ser pôr tudo que você passou, pôr tudo o que você sofreu ,e não quer passar por isso outra vez. Eu queria que você acreditasse em mim , eu estou apaixonada por você, Penso em você 24h. pôr dia .Eu não quero fazer você sofrer ,pelo ao contrario quero te fazer muito feliz .Rodrigo me diz o que fazer com todo esse sentimento que invadi meu peito ,que ate ontem me fez bem e hoje me faz mal , pôr que não sou correspondida. Nosso primeiro encontro foi um acaso feliz . eu me senti a pessoa mais feliz do mundo .pôs estava ao lado de um homem maravilhoso ,um homem encantador ,o homem que me fez sentir uma mulher de verdade .Rodrigo eu não sei oque vai ser de mim se eu não puder ter você nos meus bracos ,sem teu carinho. Te amo te amo te amo te amo".




"Karina, aparecida da maia, nunca se esqueca que , toda manhã na africa, uma gazela acorda ela sabe que precisa correr mais ràpido do que um leão se não ela morre .Toda manhã na africa um leão acorda ele sabe que tem que correr mais rapido do que uma gazela se não ele morre de fome. Como o sol nasce não importa se você e um leão ou uma gazela ,o que importa e que nos seres humanos comecamos a correr para uma única saida um único destino à felicidade .Gostaria que você soubesse que você sempre vai estar presente no meu coracão pôr que você e uma pessoa muito legal, uma pessoa muito, muito carinhosa , muito amavel , muito sincera . Obrigado pelas palavras que me disse .Obrigado pôr Deus, pôr Deus ter feito uma pessoa tão, tão legal como você. Eu nem sei o que te falar, so sei que você sempre vai ser uma pessoa muito importante na minha vida . Essa musica e a musica que eu mais amo que eu mais gosto, Ta bom hoje e dia 23de janeiro de2000, prudentopolis ,parana brasil .numca se esqueca de mim adoro você".




Desculpem-me, acrescentei uma vírgula.
O responsável


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Em Questão

Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 704 - Brasília, 23 de Setembro de 2008

Leilões garantem atendimento pleno do mercado futuro de energia elétrica

O volume de energia elétrica necessário para atender à demanda do mercado consumidor brasileiro nos próximos três anos está plenamente contratado e há um superávit de 400 MW para o ano de 2011. Esse excedente foi registrado no leilão de Energia Nova A-3, realizado no dia 17 de setembro pelo governo federal, e representa a garantia de que o setor elétrico está ajustado para sustentar o crescimento econômico projetado para os próximos anos. Em pouco tempo, o sistema elétrico brasileiro saiu de um quadro estrutural de déficit e racionamento de energia em 2001 — período conhecido como “apagão” — para projetar superávit estrutural de oferta dez anos depois (2011), após garantir o atendimento pleno do mercado projetado pelas distribuidoras para 2009 e 2010. Superávit - No leilão A-3, foram contratados 1.076 MW médios de 10 usinas termelétricas, sendo duas movidas a gás natural liquefeito (GNL), totalizando 265 MW médios, e o restante a óleo combustível, somando 811 MW médios. Com o resultado, contratou-se no leilão 11% a mais da demanda necessária para complementar o mercado de 2011, que era de 969 MW médios. Preço - A potência instalada agregada ao Sistema Interligado Nacional será de 1.935 MW. O preço médio da negociação ficou em R$ 128,42/MWh, e a movimentação financeira resultante dos contratos de compra e venda de energia (todos com 15 anos de duração) alcançará R$ 18,169 bilhões. De acordo com Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), a oferta de energia prevista para entrar no Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2011 é mais que suficiente para atender aos mercados regulado (consumidores ligados às empresas distribuidoras) e livre (grandes consumidores). Deságio - Segundo o presidente da EPE, o deságio de 14,38% obtido na disputa do leilão A-3 mostra que o sistema de competição introduzido no País tem atendido um dos objetivos do Novo Modelo do Setor Elétrico, a modicidade tarifária. “Este deságio só foi possível graças ao grande número de empreendedores interessados em investir no setor elétrico brasileiro. Além disso, esse leilão traz outra boa notícia, que é a retomada em dos investimentos em termelétricas a gás natural, que se encontravam ausentes dos últimos leilões devido à restrição no fornecimento do insumo no país”, avaliou Tolmasquim. A habilitação e a conseqüente participação de quaisquer tipos de usinas termelétricas nos leilões de energia estão condicionadas à comprovação do fornecimento de combustível.
Tarifa mais baixa é um dos pilares do novo marco regulatório
O aumento da segurança e previsibilidade do suprimento de energia para o mercado regulado é resultado da implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico, lançado em 2004 pelo governo federal. Baseado na retomada do planejamento de curto, médio e longo prazos no setor elétrico, o modelo tem como pilares a modicidade tarifária, segurança do suprimento e marco regulatório estável. Para garantir tarifas mais justas aos consumidores, o novo marco inovou ao prever leilões pela lógica do menor custo da energia a ser produzida, e não pelo maior ágio como era feito até então. A disputa pelos empreendimentos faz com que o custo da energia seja menor, o que garante tarifas mais baixas para os consumidores. Os leilões funcionam como autênticos mecanismos de ajuste entre oferta e demanda e são promovidos com cinco, três e um ano de antecedência em relação ao ano-referência em que a energia será ofertada. Desta forma, eventuais descolamentos entre o volume de energia ofertado e o consumo podem ser ajustados com a devida antecedência, evitando escassez ou excesso de energia. Novos leilões - Dando seqüência à sistemática de leilões, o governo federal inicia no próximo dia 28 a contratação da energia para atender o mercado previsto para 2013 por meio do leilão de energia nova A-5, voltado para empreendimentos hidrelétricos. Em novembro, será realizado o A-1 para ajuste final do mercado de 2009.

domingo, 14 de setembro de 2008

O QUE LISA CONTA

CONTO 6 - Uma história quase verdadeira

.Quando a família de Edvaldo se mudou para aquele lugar, ele tinha oito anos de idade. Gerardo, seu irmão, já ia fazer sete. A casa ficava em um conjunto residencial que tinha acabado de ser construído. O bairro era deserto e poeirento, isolado do resto do mundo. Não havia televisão, nem telefone, nem mesmo luz elétrica. A casa era iluminada por uma espécie de motor de luz que funcionava das 7 às 9 da noite. Depois, só lampiões, velas ou lamparinas à querosene. Com esse tipo de iluminação não se podia ler muito, então as crianças se divertiam com jogos de luz e sombra. Com as mãos, faziam formas de animais que se projetavam na parede. Às vezes escutava-se música no rádio à pilha. As vezes, quando tinha mais gente, principalmente meninas, brincavam de roda, “Corre-corre macuchila”, “Caí no poço”, esconde-esconde e outras brincadeiras coletivas.

Como as noites eram frescas, apesar do clima tropical, os pais costumavam acender fogueiras no quintal que serviam tanto para se aquecer quanto para clarear o ambiente. Às vezes contava-se histórias de assombração (Brrrrr...) ao redor da fogueira.. A cada história as crianças iam chegando mais perto dos pais... e fechavam os olhos e se assutavam com as sombras das árvores e o com o piar da coruja. Ninguém tinha coragem de se levantar dali nem pra fazer xixi. Mesmo morrendo de medo, pediam pra contar outra e mais outra e mais outra... Conclusão: na hora de dormir, iam todos para cama da mamãe!

Durante o dia, o único barulho que se ouvia era o do ônibus de madeira, pintado com cores extravagantes, que circulava no bairro a cada duas horas. A casa ficava quase no ponto final da linha, que sem dúvida, era também o ponto final do mundo. Havia poucas casas habitadas no conjunto. Mas como eram famílias numerosas tinha criança de tudo que era idade. As outras casas permaneciam vazias e sem chaves, à disposição da meninada que brincava de esconde-esconde e outras brincadeiras, em noite de lua cheia.

Além do conjunto em que moravam via-se apenas alguns casebres, espalhados, quilômetros de distância entre um e outro. Para quem estava acostumado a viver no centro da cidade, o lugar parecia mágico! Um silêncio absoluto reinava naquela espécie de vale sem montanhas, interrompido, ora pelo canto de toda espécie de pássaros, ora por concertos, em duas vozes, de sapos e cigarras, à boca da noite. À noite, o pisca-pisca dos vaga-lumes iluminava os caminhos secretos que os levavam a lugar nenhum. Fazia quase frio de madrugada. Os meninos pareciam felizes, vestidos em seus pijamas de mangas compridas, especialmente confeccionados para serem usados na casa nova.

Antes eles moravam num casarão antigo que alugavam no centro histórico da cidade. Lá havia pelo menos uma dezena de cômodos: quartos, banheiros, copa e cozinha, sala de jantar e um imenso corredor onde se passeava de bicicleta. No final do corredor, depois da copa, ficava o terraço (onde o pai tocava bandolim, todos os dias, ao cair da tarde). No fundo havia um enorme quintal, cheio de árvores frutíferas, entre elas uma mangueira centenária. Ah, tinha também um porão mal-assombrado! (Mas isso é uma história à parte...). A casa nova, ao contrário, era pequena, com apenas três quartos, uma sala, cozinha, banheiro e um pequeno hall de entrada. No entanto, havia bastante terreno ao redor da casa e todo o resto do bairro. A rua os pertencia, como uma extensão da casa. E do outro lado da estrada de poeira era a floresta, mata virgem e misteriosa: o paraíso proibido ao alcance das mãos.

Julho era um mês de estiagem. Quase não chovia e os dias eram ensolarados. Foi nesse período que, pela primeira vez, se ultrapassou a fronteira do paraíso. Adultos e crianças, jovens e menos jovens, pais, filhos, cachorros e papagaios, atravessaram a pista rumo à descoberta da Floresta. Um atrás do outro, munidos de facões, machados e roupas de banho, lançaram-se na grande aventura, em busca de frutos e plantas, de fontes de água e de emoções. Foi assim que encontraram um riacho de águas cristalinas que transformaram pouco a pouco numa verdadeira piscina natural.

A partir de então, durante meses e meses, ou talvez anos, todos os domingos e feriados, a vizinhança toda se reunia no “banhozinho” onde se passava o dia inteiro brincando dentro d’água, comendo peixe assado na brasa, jogando bola, subindo em árvores, saltando dos galhos, colhendo frutos das árvores: buriti, açaí, ingá, maracujá do mato, jatobá, sorva, etc. E aproveitavam da água e do sol até desaparecer o último raio de luz sobre a mata cerrada que iluminava o caminho de volta.

O odor das folhas perfumadas e o cheiro de terra molhada permanecem ativos na memória dos calvos “meninos. O calor úmido e o sol através das copas das árvores gigantes ainda queimam suas peles ressecadas. O barulhar do igarapé, o estalar das seringueiras ecoam em seus ouvidos e seus olhos parecem ainda ver os meninos, ensopados, correndo para apanhar as “seringas” espalhadas no chão de areia quente.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Victoire du peuple en faveur de l’environnement

Sem títuloDe: Maria Elisa Souto Bessa (tetei33@hotmail.com) Adicionar contato Enviada:domingo, 17 de fevereiro de 2008 18:09:35Para: bessafilho@msn.com


Só sei copiar e colar, lá vai:
Peço licença a todos aqueles que tentaram impedir a tragédia, para ousar expressar o meu pensamento utópico:
Imaginem se a população inteira da cidade boicotasse o shopping do português... Imaginem esse “templo” vazio onde os “fiéis” revoltados não aparecessem... Imaginem as lojas com os artigos intactos empilhados nas prateleiras e os vendedores ociosos cochilando no balcão... Tudo em liquidação! No supermercado, produtos apodrecendo, farinhas bichadas, frutas murchas e verduras amareladas. Tudo vencido. Lanchonetes com as máquinas paradas... pães de queijo duros no lixo... sorvete virando suco... Ninguém aparece pra consumir?! Enquanto isso, especialistas em marketing do mundo inteiro reunidos no Tropical Resort tentam, em vão, encontrar uma estratégia eficaz para atrair o consumidor...
Seria ou não seria um acontecimento inédito ? Manaus ficaria conhecida mundialmente! Imaginem, conterrâneos, o quanto ficaríamos orgulhosos disso! Viriam repórteres do Brasil inteiro e do mundo! Estaríamos diariamente na mídia internacional! Manchetes do tipo: “Povo leva grupo empresarial à falência”; “El pueblo unido jamás será vencido” ; “Victoire du peuple en faveur de l’environnement”; “O crime ecológico não compensou”; “In Manaus, the boycott is possible”; “Das volk sieg”...
Pois é, isso até seria estrategicamente viável se não fosse historicamente improvável.

Agora, permitam-me ir além, já que sonhar não tem limites:
E se, de repente, os legítimos habitantes do lugar resolvessem voltar pra casa? Revoadas de pássaros (à la Hitchcock) invadindo os espaços vazios, pousando em lustres e fios... Dezenas de micos entrando, sem pagar, nas salas de cinema abandonadas, empanturrando-se de pipocas e jujubas... Macacos-prego vestindo as roupas das vitrines, imitando os manequins, outros devorando as bananas do horti-fruti... Gaviões bicando carnes no açougue, lagartos se deliciando com as folhas de alface, camaleões exibindo suas cores, formigas nas compotas e geléias, fileiras de saúvas carregando pedaços de couve... Cobras-cipó enroladas no corrimão, sapos e rãs saltando na borda da fonte. Uma preguiça repousa tranqüila na espreguiçadeira da loja de móveis, enquanto as cutias desfilam ligeiras entre as cadeiras vazias da praça de alimentação ...E o papagaio, no encosto da poltrona do patrão, não pára de repetir: “Estamos fodidos, pá!”...“Estamos fodidos, pá!”... Um cenário pra George Orwell nenhum botar defeito!
De volta, pois, à realidade, só me resta transformar este sonho em roteiro de cinema. Algum produtor se habilita?
Elisa Bessa (sobrinha da genitora)

P.S. Não desculpem os erros do português.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mais coisas da Lisa

Thiago HermidoEspecial para A CRÍTICA
Os filmes “Inteligência é Fundamental”, de Michelle Andrews, e “Doida é a Mãe”, de Elisa Bessa, foram os grandes premiados na noite do último domingo (31/08), na quarta edição do Festival de curta-metragens Curta 4.4. O festival, que contou com 20 filmes com produção de Manaus, Parintins e São Gabriel da Cachoeira, premiou os curtas com duração de quatro minutos em 17 categorias.
A produção de Michelle Andrews, que ganhou a categoria principal de Melhor Filme, recebeu como prêmio uma filmadora digital. “Inteligência é Fundamental”, que também venceu como Melhor Trilha Sonora, relata uma situação crítica e bem comum na zona Leste da cidade de Manaus: a falta d‘ água. O documentário mostra as dificuldades que a população encontra em contar com água, utilizando para isso canos de PVC para desviá-la para suas casas. Já a trilha sonora do filme ficou nas mãos do DJ Tubarão, que trabalhou o som ambiente com o sambarock e rap, destaque para a música do grupo Cabanos.
Comédia
Na proposta da diretora Elisa Bessa, que venceu nas categorias Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Atriz / Juri Popular, os devaneios de uma senhora pelas ruas do centro de Manaus, questionando e abordando as pessoas por onde ela passa a respeito da sua sanidade, ganhou destaque não só pela construção e abordagem da diretora, mas também pela performance da atriz Graça Spener que tirou boas gargalhadas do público que assistiu à produção.
Elisa ainda ganhou mais três prêmios na noite, só que dessa vez com o filme “Feliz Aniversário”, que participou da mostra infantil paralela do evento chamado Quatrinho. 2. A produção venceu nas categorias Melhor Filme, Melhor Atriz com Di Castro e Melhor Ator com Nonato Tavares. “Agradeço a todos que trabalharam nos filmes”, disse a diretora. “Dedico as vitórias do curta “Doida é a Mãe” à protagonista. Graça, esses prêmios são seus”.
Participação
Para o idealizador do festival Junior Rodrigues, o evento ganha mais adeptos e incentivadores a cada ano, o que fortalece ainda mais o crescimento do festival com passar do tempo. “Sempre entra uma turma nova, interessada em produzir”, comenta. Ele ainda adianta que em 2009 o evento virá mais forte.
O Curta 4.4 contou com 36 filmes que resultou em 20 selecionados para a Mostra Oficial e 10 para a Mostra Infantil. Depois do lançamento, que ocorreu dia 27 de agosto, no Cinemark, foi realizada 50 exibições por escolas municipais e estaduais, e comunidades. Com um público de expectadores estimado de 3.000 pessoas.