segunda-feira, 28 de setembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Provérbios
1. O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.
2. O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior.
3. Vindo a perversidade, vem também o desprezo; e, com a ignomínia, a vergonha.
4. Águas profundas são as palavras da boca do homem, e a fonte da sabedoria, ribeiros transbordantes.
5. Não é bom ser parcial com o perverso, para torcer o direito contra os justos.
6. Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a sua boca.
7. A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma.
8. As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre.
9. Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador.
10. Torre forte é o nome do SENHOR, à qual o justo se acolhe e está seguro.
11. Os bens do rico lhe são cidade forte e, segundo imagina, uma alta muralha.
12. Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade.
13. Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.
14. O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?
15. O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios procura o saber.
16. O presente que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes.
17. O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina.
18. Pelo lançar da sorte, cessam os pleitos, e se decide a causa entre os poderosos.
19. O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo.
20. Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se satisfaz.
21. A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.
22. O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR.
23. O pobre fala com súplicas, porém o rico responde com durezas.
24. O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.
Extraídos da Bíblia
2. O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior.
3. Vindo a perversidade, vem também o desprezo; e, com a ignomínia, a vergonha.
4. Águas profundas são as palavras da boca do homem, e a fonte da sabedoria, ribeiros transbordantes.
5. Não é bom ser parcial com o perverso, para torcer o direito contra os justos.
6. Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a sua boca.
7. A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma.
8. As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre.
9. Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador.
10. Torre forte é o nome do SENHOR, à qual o justo se acolhe e está seguro.
11. Os bens do rico lhe são cidade forte e, segundo imagina, uma alta muralha.
12. Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade.
13. Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.
14. O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?
15. O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios procura o saber.
16. O presente que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes.
17. O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina.
18. Pelo lançar da sorte, cessam os pleitos, e se decide a causa entre os poderosos.
19. O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo.
20. Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se satisfaz.
21. A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.
22. O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR.
23. O pobre fala com súplicas, porém o rico responde com durezas.
24. O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.
Extraídos da Bíblia
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O Zé é Zen
Textos Zen
Parábola de Buda
Ao atravessar um campo, um homem encontrou um tigre.
Fugiu a sete pés, com o tigre atrás dele.
À sua frente encontrou um precipício em que acabou por cair.
Mas conseguiu agarrar-se à raiz de uma velha videira
e ali ficou pendurado, com o tigre a cheirá-lo.
Tremendo de medo, olhou para baixo e viu outro tigre, lá longe em baixo,
que o esperava, cheio de apetite.
Só mesmo a videira lhe estava a salvar a vida.
Mas apareceram dois ratos, um branco e outro preto,
que pouco a pouco começaram a roer a raiz da videira.
Foi só nesse momento que se apercebeu que,
mesmo ao pé da raiz, estava um morango apetitoso.
Agarrando-se à videira com uma mão, colheu o morango com a outra.
E nunca um morango lhe soube tão bem!
Temperamento
Um estudante de Zen foi ter com Bankei e queixou-se:
- Mestre, Tenho um temperamento ingovernável. Como posso curá-lo?
- Tens uma coisa muito estranha, replicou Bankei. Mostra-me lá então isso que tens.
- Neste preciso momento não lhe posso mostrar, respondeu o outro.
Acontece inesperadamente!…, respondeu o estudante.
- Então, concluiu Bankei, não deve ser a tua verdadeira natureza.
Se fosse, podias mostrar-me em qualquer altura.
Quando nasceste não o tinhas e não foram os teus pais que to deram.
Pensa nisso.
A estrada enlameada
Tanzan e Ekido caminhavam juntos numa estrada enlameada. Caía ainda uma chuva forte. Junto a um cruzamento da estrada, encontraram uma bela moça que não conseguia atravessar porque não queria sujar o belo kimono de seda que trazia.
- Anda moça, disse Tanzan imediatamente. E, carregando-a nos seus braços, atravessou-a para o outro lado da zona mais enlameada.
A partir daí, Ekido ficou calado todo o caminho que percorreram até à noite. Ao chegarem ao templo onde ficariam a pernoitar, Ekido não conseguiu se conter e disse a Tanzan:
- Nós os monges não nos aproximamos de mulheres. Especialmente se são jovens e bonitas. É perigoso. Por que fizeste aquilo? - Eu deixei a moça lá atrás, disse Tanzan. Tu ainda estás a carregá-la?
Tudo é melhor
Quando Banzan passeava num mercado, ouviu uma conversa entre o carniceiro e um cliente.
- Dê-me o melhor bocado de carne que tem, disse o cliente.
- Na minha loja tudo é o melhor, respondeu o carniceiro.
Não encontrará aqui nenhum bocado de carne que não seja o melhor!
Ao ouvir estas palavras, Banzan tornou-se um iluminado.
O meu coração arde como fogo
Soyen Shaku (1859-1919), um roshi, mestre do Zen-budismo japonês, (ch. laoshi) da escola Rinzai, disse um dia: «Meu coração arde como fogo. Mas meus olhos são frios como cinzas mortas». Ele propôs as seguintes regras de vida[9]:
De manhã, antes de vestir-se, acenda incenso e medite.
Coma a intervalos regulares e deite-se a uma hora regular.
Coma sempre com moderação e nunca até ficar plenamente satisfeito.
Receba as suas visitas com a mesma atitude que tem quando está só.
E, quando só, mantenha a mesma atitude que tem quando recebe visitas.
Preste atenção ao que diz e, o que quer que diga, pratique-o.
Quando uma oportunidade chegar, não a deixe passar,
mas pense sempre duas vezes antes de agir.
Não se deixe perturbar pelo passado. Olhe para o futuro.
A sua atitude deve ser a de um herói sem medo,
mas o coração deve ser como o de uma criança, cheio de amor.
Ao retirar-se, ao fim do dia, durma como se tivesse entrado no seu último sono.
E, ao acordar, deixe a cama para trás,
instantaneamente,
como se tivesse deitado fora um par de sapatos velhos.
Copiado da wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Zen-budismo#Par.C3.A1bola_de_Buda
Parábola de Buda
Ao atravessar um campo, um homem encontrou um tigre.
Fugiu a sete pés, com o tigre atrás dele.
À sua frente encontrou um precipício em que acabou por cair.
Mas conseguiu agarrar-se à raiz de uma velha videira
e ali ficou pendurado, com o tigre a cheirá-lo.
Tremendo de medo, olhou para baixo e viu outro tigre, lá longe em baixo,
que o esperava, cheio de apetite.
Só mesmo a videira lhe estava a salvar a vida.
Mas apareceram dois ratos, um branco e outro preto,
que pouco a pouco começaram a roer a raiz da videira.
Foi só nesse momento que se apercebeu que,
mesmo ao pé da raiz, estava um morango apetitoso.
Agarrando-se à videira com uma mão, colheu o morango com a outra.
E nunca um morango lhe soube tão bem!
Temperamento
Um estudante de Zen foi ter com Bankei e queixou-se:
- Mestre, Tenho um temperamento ingovernável. Como posso curá-lo?
- Tens uma coisa muito estranha, replicou Bankei. Mostra-me lá então isso que tens.
- Neste preciso momento não lhe posso mostrar, respondeu o outro.
Acontece inesperadamente!…, respondeu o estudante.
- Então, concluiu Bankei, não deve ser a tua verdadeira natureza.
Se fosse, podias mostrar-me em qualquer altura.
Quando nasceste não o tinhas e não foram os teus pais que to deram.
Pensa nisso.
A estrada enlameada
Tanzan e Ekido caminhavam juntos numa estrada enlameada. Caía ainda uma chuva forte. Junto a um cruzamento da estrada, encontraram uma bela moça que não conseguia atravessar porque não queria sujar o belo kimono de seda que trazia.
- Anda moça, disse Tanzan imediatamente. E, carregando-a nos seus braços, atravessou-a para o outro lado da zona mais enlameada.
A partir daí, Ekido ficou calado todo o caminho que percorreram até à noite. Ao chegarem ao templo onde ficariam a pernoitar, Ekido não conseguiu se conter e disse a Tanzan:
- Nós os monges não nos aproximamos de mulheres. Especialmente se são jovens e bonitas. É perigoso. Por que fizeste aquilo? - Eu deixei a moça lá atrás, disse Tanzan. Tu ainda estás a carregá-la?
Tudo é melhor
Quando Banzan passeava num mercado, ouviu uma conversa entre o carniceiro e um cliente.
- Dê-me o melhor bocado de carne que tem, disse o cliente.
- Na minha loja tudo é o melhor, respondeu o carniceiro.
Não encontrará aqui nenhum bocado de carne que não seja o melhor!
Ao ouvir estas palavras, Banzan tornou-se um iluminado.
O meu coração arde como fogo
Soyen Shaku (1859-1919), um roshi, mestre do Zen-budismo japonês, (ch. laoshi) da escola Rinzai, disse um dia: «Meu coração arde como fogo. Mas meus olhos são frios como cinzas mortas». Ele propôs as seguintes regras de vida[9]:
De manhã, antes de vestir-se, acenda incenso e medite.
Coma a intervalos regulares e deite-se a uma hora regular.
Coma sempre com moderação e nunca até ficar plenamente satisfeito.
Receba as suas visitas com a mesma atitude que tem quando está só.
E, quando só, mantenha a mesma atitude que tem quando recebe visitas.
Preste atenção ao que diz e, o que quer que diga, pratique-o.
Quando uma oportunidade chegar, não a deixe passar,
mas pense sempre duas vezes antes de agir.
Não se deixe perturbar pelo passado. Olhe para o futuro.
A sua atitude deve ser a de um herói sem medo,
mas o coração deve ser como o de uma criança, cheio de amor.
Ao retirar-se, ao fim do dia, durma como se tivesse entrado no seu último sono.
E, ao acordar, deixe a cama para trás,
instantaneamente,
como se tivesse deitado fora um par de sapatos velhos.
Copiado da wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Zen-budismo#Par.C3.A1bola_de_Buda
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Muito além das doações
De Olho na Mídia
Muito além das doações
Daniel Fraiha - AgN / PV
Muitas pessoas, ao ouvirem o final da gravação “Sua doação foi registrada, obrigada pela contribuição”, sentem que já fizeram sua parte para tornar o mundo um lugar melhor, podendo voltar ao cotidiano sem se preocupar com o que é feito com o dinheiro e como ele é aplicado realmente. Mas até onde vai o caráter filantrópico do projeto Criança Esperança?
A campanha, lançada em um especial comemorativo dos 20 anos dos Trapalhões, completa 25 anos em 2010 e já teria arrecadado 143 milhões de reais segundo o site da Unesco. Lançada em 1986, teve e ainda tem como seu patrono o ator Renato Aragão. Inicialmente era uma parceria da Rede Globo com a Unicef, mas em 2004 passou a ser da Unesco a posição de parceira da rede televisiva no projeto. O programa é divulgado durante algumas semanas pelo canal, culminando em um especial anual que passa em um sábado, geralmente em agosto.
Ao longo dos anos, o projeto tomou proporções maiores, chamando a atenção do povo brasileiro e se estabelecendo como uma campanha definitiva. Em paralelo, o especial realizado pelo canal televisivo ganhou audiência e teve seu espaço aumentado na grade horária, com mais atrações nos seus shows, chegando a vender cotas de patrocínio para grandes empresas.
A linha tênue entre projetos sociais e campanhas promocionais domina cada vez mais o cenário empresarial e midiático, e para falar sobre o assunto o Olhar Virtual entrevistou o professor da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ e especialista em Direito Joaquim Welley Martins. Segundo ele, “enquanto ideia e iniciativa, o Criança Esperança é muito interessante, mas da forma como ele é implementado há questionamentos”.
Perguntado sobre os questionamentos suscitados, o professor apontou os interesses da Globo em torno de uma divulgação maior e de um atrelamento da marca a um programa social como forma de promoção. Disse que, em sua opinião, o Criança Esperança é uma campanha publicitária mascarada, mas fez uma ressalva: “Não estou tirando os méritos, mas da mesma forma que ela ajuda muitas crianças, ela ajuda muito também e patrocina muito a própria Globo”.
Joaquim chama a atenção para a quantidade de propagandas que dominam os horários publicitários: a maioria demonstra a atuação das empresas em programas sociais. O professor complementa que, se não houvesse retorno publicitário, a rede Globo provavelmente não faria a campanha: “Não só a Globo como qualquer outra empresa. Acho que é uma questão promocional”.
O jornalista destacou vários pontos fracos e ambíguos da campanha, como a venda de cotas de patrocínio, a abertura para horário publicitário explorada durante a exibição do show e a falta de transparência com que é feito o movimento do dinheiro. “Por que a Unesco não põe no site dela exatamente quanto foi arrecadado? E o que foi destinado para cada projeto? Ficaria bem claro.”
Se há muitas dúvidas em torno do papel da Rede Globo, surge uma inquietação quando se fala na parceria com a Unesco, órgão de cunho internacional e detentor de grande respeito. Porém, nessa trajetória faltam alguns esclarecimentos, como, por exemplo, o motivo da mudança de parceira da Unicef para a Unesco. Ao ser contatada, a Central Globo de Atendimento disse não ter a informação solicitada no sistema. Joaquim Welley alertou para as significações possíveis do episódio, afirmando que “na época, houve um questionamento sobre essa mudança; houve rumores de que, na verdade, as pessoas que diziam trabalhar de graça para o Criança Esperança acabavam recebendo salário, vencimento, cachê por fora”.
Num mundo cada vez mais capitalista e regido por trocas de interesses, fica a dúvida sobre o lugar da filantropia, e como poderia ser aplicada. Ao ser perguntado sobre a sua viabilidade hoje em dia, o professor disse acreditar haver espaço para ela, desde que seja feita de forma consciente, organizada e séria.
Por outro lado, está o fato de que programas como o Criança Esperança despertam o olhar da sociedade para problemas gerados, na maioria das vezes, por deficiência do Estado. O professor pontua o lado ético do programa, mas alerta: “a partir do momento em que usam isso de forma promocional, a ética começa a ser questionada”. Em tom resignado completou: “Como no mundo capitalista tudo tem que ter algum tipo de reciprocidade, a gente não pode dizer que a campanha seja totalmente antiética. Nem que seja totalmente ética também”.
Ao final da entrevista, Welley concluiu que, mal ou bem, a campanha acaba gerando resultados, no entanto, ficaria mais tranquilo se houvesse uma transparência efetiva. “Como envolve uma poderosa empresa de comunicação brasileira, uma marca muito forte e uma entidade de abrangência internacional, deveria ser feita uma auditoria independente por uma empresa internacional. E que essa auditoria fosse disponibilizada pela internet, para que todos pudessem ter acesso”, diz.
Copiado de:
http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=266&codigo=2
Muito além das doações
Daniel Fraiha - AgN / PV
Muitas pessoas, ao ouvirem o final da gravação “Sua doação foi registrada, obrigada pela contribuição”, sentem que já fizeram sua parte para tornar o mundo um lugar melhor, podendo voltar ao cotidiano sem se preocupar com o que é feito com o dinheiro e como ele é aplicado realmente. Mas até onde vai o caráter filantrópico do projeto Criança Esperança?
A campanha, lançada em um especial comemorativo dos 20 anos dos Trapalhões, completa 25 anos em 2010 e já teria arrecadado 143 milhões de reais segundo o site da Unesco. Lançada em 1986, teve e ainda tem como seu patrono o ator Renato Aragão. Inicialmente era uma parceria da Rede Globo com a Unicef, mas em 2004 passou a ser da Unesco a posição de parceira da rede televisiva no projeto. O programa é divulgado durante algumas semanas pelo canal, culminando em um especial anual que passa em um sábado, geralmente em agosto.
Ao longo dos anos, o projeto tomou proporções maiores, chamando a atenção do povo brasileiro e se estabelecendo como uma campanha definitiva. Em paralelo, o especial realizado pelo canal televisivo ganhou audiência e teve seu espaço aumentado na grade horária, com mais atrações nos seus shows, chegando a vender cotas de patrocínio para grandes empresas.
A linha tênue entre projetos sociais e campanhas promocionais domina cada vez mais o cenário empresarial e midiático, e para falar sobre o assunto o Olhar Virtual entrevistou o professor da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ e especialista em Direito Joaquim Welley Martins. Segundo ele, “enquanto ideia e iniciativa, o Criança Esperança é muito interessante, mas da forma como ele é implementado há questionamentos”.
Perguntado sobre os questionamentos suscitados, o professor apontou os interesses da Globo em torno de uma divulgação maior e de um atrelamento da marca a um programa social como forma de promoção. Disse que, em sua opinião, o Criança Esperança é uma campanha publicitária mascarada, mas fez uma ressalva: “Não estou tirando os méritos, mas da mesma forma que ela ajuda muitas crianças, ela ajuda muito também e patrocina muito a própria Globo”.
Joaquim chama a atenção para a quantidade de propagandas que dominam os horários publicitários: a maioria demonstra a atuação das empresas em programas sociais. O professor complementa que, se não houvesse retorno publicitário, a rede Globo provavelmente não faria a campanha: “Não só a Globo como qualquer outra empresa. Acho que é uma questão promocional”.
O jornalista destacou vários pontos fracos e ambíguos da campanha, como a venda de cotas de patrocínio, a abertura para horário publicitário explorada durante a exibição do show e a falta de transparência com que é feito o movimento do dinheiro. “Por que a Unesco não põe no site dela exatamente quanto foi arrecadado? E o que foi destinado para cada projeto? Ficaria bem claro.”
Se há muitas dúvidas em torno do papel da Rede Globo, surge uma inquietação quando se fala na parceria com a Unesco, órgão de cunho internacional e detentor de grande respeito. Porém, nessa trajetória faltam alguns esclarecimentos, como, por exemplo, o motivo da mudança de parceira da Unicef para a Unesco. Ao ser contatada, a Central Globo de Atendimento disse não ter a informação solicitada no sistema. Joaquim Welley alertou para as significações possíveis do episódio, afirmando que “na época, houve um questionamento sobre essa mudança; houve rumores de que, na verdade, as pessoas que diziam trabalhar de graça para o Criança Esperança acabavam recebendo salário, vencimento, cachê por fora”.
Num mundo cada vez mais capitalista e regido por trocas de interesses, fica a dúvida sobre o lugar da filantropia, e como poderia ser aplicada. Ao ser perguntado sobre a sua viabilidade hoje em dia, o professor disse acreditar haver espaço para ela, desde que seja feita de forma consciente, organizada e séria.
Por outro lado, está o fato de que programas como o Criança Esperança despertam o olhar da sociedade para problemas gerados, na maioria das vezes, por deficiência do Estado. O professor pontua o lado ético do programa, mas alerta: “a partir do momento em que usam isso de forma promocional, a ética começa a ser questionada”. Em tom resignado completou: “Como no mundo capitalista tudo tem que ter algum tipo de reciprocidade, a gente não pode dizer que a campanha seja totalmente antiética. Nem que seja totalmente ética também”.
Ao final da entrevista, Welley concluiu que, mal ou bem, a campanha acaba gerando resultados, no entanto, ficaria mais tranquilo se houvesse uma transparência efetiva. “Como envolve uma poderosa empresa de comunicação brasileira, uma marca muito forte e uma entidade de abrangência internacional, deveria ser feita uma auditoria independente por uma empresa internacional. E que essa auditoria fosse disponibilizada pela internet, para que todos pudessem ter acesso”, diz.
Copiado de:
http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=266&codigo=2
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
A ALMA COMO FORMA ESPIRITUAL
A ALMA COMO FORMA ESPIRITUAL
48. Sempre se verifica o fato de que o ínfimo de uma ordem de ser superior é limítrofe ao supremo da ordem inferior. Assim, certos ínfimos do gênero animal, mal superam a vida das plantas, como é o caso da ostra, que é imóvel, só tem tato e está fixa como as plantas. Daí que S. Dionísio diga que "a sabedoria divina enlaçou os fins dos superiores com os princípios dos inferiores". No âmbito corporal há também algo, o corpo humano, harmonicamnete disposto, que também se enlaça com o ínfimo do superior, a alma humana, que está no último grau das realidades espirituais. Tal enlace manifesta-se no próprio modo de conhecer da inteligência humana. Daí que a alma espiritual humana seja como que um certo horizonte e fronteira entre as realidades corpóreas e as incorpóreas: ela mesma é incorpórea e, no entanto, é forma de corpo.
Semper invenitur infimum supremi generis contingere supremum inferioris generis; sicut quaedam infima in genere animalium parum excedunt vitam plantarum, sicut ostrea, quae sunt immobilia et solum tactum habent et terrae in modum plantarum affiguntur; unde et beatus Dionysius dicit, quod "divina sapientia coniungit fines superiorum principiis inferiorum". Est igitur accipere aliquid in genere corporum, scilicet corpus humanum, aequaliter complexionatum, quod attingit ad infimum superioris generis, scilicet ad animam humanam, quae tenet ultimum gradum in genere intellectualium substantiarum, ut ex modo intelligendi percipi potest. Et inde est quod anima intellectualis dicitur esse quasi quidam horizon et confinium corporeorum et incorporeorum, in quantum est substantia incorporea, corporis tamen forma (CG 2,68).
Copiado de:
Razão, Natureza e Graça -
Tomás de Aquino em Sentenças
Estudos introdutórios e tradução - Jean Lauand
PARTE I - ESTUDOS INTRODUTÓRIOS
Parte II
TOMÁS DE AQUINO EM SENTENÇAS[63]
RAZÃO - NATUREZA
http://www.hottopos.com/mp3/sentom.htm#_ftnref63
48. Sempre se verifica o fato de que o ínfimo de uma ordem de ser superior é limítrofe ao supremo da ordem inferior. Assim, certos ínfimos do gênero animal, mal superam a vida das plantas, como é o caso da ostra, que é imóvel, só tem tato e está fixa como as plantas. Daí que S. Dionísio diga que "a sabedoria divina enlaçou os fins dos superiores com os princípios dos inferiores". No âmbito corporal há também algo, o corpo humano, harmonicamnete disposto, que também se enlaça com o ínfimo do superior, a alma humana, que está no último grau das realidades espirituais. Tal enlace manifesta-se no próprio modo de conhecer da inteligência humana. Daí que a alma espiritual humana seja como que um certo horizonte e fronteira entre as realidades corpóreas e as incorpóreas: ela mesma é incorpórea e, no entanto, é forma de corpo.
Semper invenitur infimum supremi generis contingere supremum inferioris generis; sicut quaedam infima in genere animalium parum excedunt vitam plantarum, sicut ostrea, quae sunt immobilia et solum tactum habent et terrae in modum plantarum affiguntur; unde et beatus Dionysius dicit, quod "divina sapientia coniungit fines superiorum principiis inferiorum". Est igitur accipere aliquid in genere corporum, scilicet corpus humanum, aequaliter complexionatum, quod attingit ad infimum superioris generis, scilicet ad animam humanam, quae tenet ultimum gradum in genere intellectualium substantiarum, ut ex modo intelligendi percipi potest. Et inde est quod anima intellectualis dicitur esse quasi quidam horizon et confinium corporeorum et incorporeorum, in quantum est substantia incorporea, corporis tamen forma (CG 2,68).
Copiado de:
Razão, Natureza e Graça -
Tomás de Aquino em Sentenças
Estudos introdutórios e tradução - Jean Lauand
PARTE I - ESTUDOS INTRODUTÓRIOS
Parte II
TOMÁS DE AQUINO EM SENTENÇAS[63]
RAZÃO - NATUREZA
http://www.hottopos.com/mp3/sentom.htm#_ftnref63
Assinar:
Postagens (Atom)