quarta-feira, 27 de maio de 2009
Painel de Argumentos
Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação (ECO/UFRJ), produziu um texto em que elegeu um antigo presidente da República, já morto, que, de volta, comenta os fatos políticos de agora. O escolhido foi Jango. Leia e confira na editoria “Painel de Argumentos”, pois qualquer semelhança não é mera coincidência.
Play it again, Jango!
Morri no exílio, na província Argentina de Corrientes, em 6 de dezembro de 1976, sozinho, vítima de ataque cardíaco, numa fazenda da fronteira. Tentava voltar para o Brasil, de onde me expulsaram com o Golpe Militar depois que anunciei, no dia 13 de março de 1964 num comício para 150 mil pessoas na Central do Brasil que iria fazer a Reforma Agrária, Urbana, as reformas na Educação, a Reforma Eleitoral, Tributária...
Não deixaram fazer nada e me derrubaram! As forças mais conservadoras da sociedade Brasileira se uniram e foram convocadas a me depor, toda a imprensa ficou contra mim. Esse já era o terceiro golpe midiático-militar, botaram a classe média horrorizada na rua, as senhoras da TFP, editoriais alarmistas e moralistas, páginas e páginas de jornais, rádio, TV. Assustaram todos até que cai no dia 1º de abril de 1964.
Não adiantou, estou de volta! Não sei como, só sei que eu João Jango Goulart, ex-presidente deposto, retornei, é dia de eleição e estou concorrendo de novo para Presidente do Brasil. Mudei de partido. Estou grisalho, perdi um dedo da mão (onde?) e me dou conta que as forças que me derrubaram em 1964 estão quase todas aí. Continuo com apoio popular, estou com enorme vantagem nas pesquisas, mas por que os jornais dos últimos meses são todos contra mim e meu partido? Estou sendo de novo linchado? Em 64 diziam que eu ia implantar o Comunismo no Brasil e agora que estou implantando a Corrupção em Pindorama!
Meu assessor me informa que vamos assistir a fita com o meu debate na Televisão. Estou reconhecendo o pessoal da pesada de 64. Então tenho uma visão exata de quem eu sou e o que represento no Brasil de 2006, me vendo pelos olhos dos meus inquisidores. Roda o VT. Não, dá um play. Play it again, Jango! Ouço, e então presente, passado e futuro se dobram na tela da TV.
Entrevistador e dono de uma empresa de TV.
_ Senhor Presidente, de todas as reformas que o senhor propôs, uma é a mais perigosa de todas, é um acinte aos empresários da Comunicação, de Rádio e TV. Sr. Presidente, o senhor tentou entrar na nossa caixa preta, regular nossas empresas com uma Agência. Nos somos contra, Sr. Presidente! Onde já se viu? Deu está dado! Não queremos ninguém novo no negócio. Canal de TV pra Ong, pra Universidade, pra favela? Eles não precisam de nada disso e ainda fazem uns vídeos que são umas porcarias. Qualidade temos nós com essa imagem plastificada, atrizes esticadas digitalmente, programas incitando à delação. Eles a gente emprega pra figuração, usa para vender celular e fazer propaganda da nossa diversidade cultural. Os pobres tem estilo, são vibe, hiper, mob, servem pra vender quinquilharia e show. Mas dar canal de TV pra essa gente, Presidente?
Jango. Eu tenho um ministro da cultura que é músico e negro e quer botar ilha de edição, câmeras de vídeo e internet de graça por onde der. É o início da Reforma da Cultura, da Educação, da Comunicação, junto com o Fundeb, o Fundo para a Educação, que eu criei lá em 62, e reeditamos agora. Por que ninguém fala do FUNDEB?! Eu tenho orgulho de estar implantando o Fundeb!! As cotas no Brasil! Estou botando os negros e os pobres dentro da Universidade. Temos que acabar o vestibular, tornar o acesso universal. Além disso eu criei o Bolsa Família, tirando um contingente da miséria, é a maior transferência de renda já feita nesse país. Eu apoio o MST, os Sem-Terto! Me deixem fazer as Reformas! As novas e aquelas, que vocês abortaram em 64!
Professor-Doutor-Pesquisador
_Desculpe, sr. Presidente. Eu fiz mestrado com bolsa Capes, doutorado com bolsa sanduíche em Paris VIII, CNPQ, e tive bolsa de pós-doutorado em Oxford. Meus alunos têm bolsa de iniciação artística, científica, extensão... Mas eu sou CONTRA a Bolsa Família!!! É assistencialismo dar R$ 50 (é muito, acostuma mal) para pobre. Populismo, sr. Presidente! Minhas bolsas eu ganhei todas por mérito. MÉRITO! E olhe que sou bolsista há 10 anos! Deus me livre perder minha bolsa!
Antropóloga, antes de entrar na roda de debate.
_ Ô diretor, chama um negro ai para aparecer no programa, mas tem que ser contra as cotas. A gente é branco, professor-doutor, não vale. É pro povo entender que é uma merda, que eles tem que entrar para a Universidade sozinhos, por mérito, se não vai cair o nível da universidade. Botar um antropólogo branco, louro de olhos azuis falando mal das cotas não vale, vão cair de pau na gente. Tem que ser negro falando mal das conquistas dos negros.
Diretor de TV
_Você sabe, a gente detona as cotas diariamente nos editoriais, colunas, manchetes, mas nas novelas tem que ser a garota negra com o galã branco. Botamos na tela uns negros limpinhos, bonitos, cheios de dignidade. Provamos que eles vão vencer sozinhos. COTA pra que? Nunca fomos racistas! Querem criar o racismo no Brasil, senhor presidente, O senhor está muito mal assessorado nessa área. Aliás, não vai ter cota para negros em empresas de TV, vai? Deus me livre! Não dá pra fazer Escrava Isaura no Leblon.
Entrevistador-cronista-consultor
_Senhor Candidato, o senhor está na frente das pesquisas, mas como esse povo ignorante, desdentado, feio, pode decidir por mim? EU que frequentava o Palácio do Planalto, que era amigo e confidente do sociólogo, seu cronista-conselheiro. EU que sou especialista em pornografia política. Achei que poderia ser de direita mas escrever genialmente como o Nelson , mas não tenho esse talento. Estou aqui me olhando na TV e só vejo um publicitário mal sucedido, porque o MEU candidato a presidência vai perder as eleições e meus amigos vão ficar fora do poder. Sou a encarnação das forças do ressentimento. Pelo menos sou psicanalizado, me acho um crápula, mas tudo bem. Os empresários me pagam 10, 20 mil por palestra ou consultoria para EU anunciar o Apocalipse. Não tenho o que perguntar só queria dizer olhando bem na sua cara. Eu te odeio, Sr. Presidente e morrerei escrevendo contra tudo o que o senhor significa (baba).
Apresentadora de TV. Então Sr Jango, depois de ouvir isso tudo sobre o seu governo, o que significará a sua reeleição?
Jango: “O triunfo da beleza e da justiça”. E não me chamem mais de Jango, o ex-presidente morreu, no golpe de 64, exilado na fronteira, em 1974. O novo presidente nasceu das crises que vocês criaram, tentando me derrubar , uma duas, três, quantas vezes? Não estou mais só, em 2006, tenho 55% das intenções de votos, atingi o coração do Brasil, sou uma radicalização da democracia. Meu nome é Muitos. Sou uma potência da Multidão.
Ivana Bentes, pesquisadora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Anchieta
Carta da Companhia de Jesus
para o seráfico São Francisco
José de Anchieta
Depois de tudo criado
por conto, peso e medida,
disse Deus: "Seja formado
o homem, como treslado
de nossa imagem subida".
E criou
a Adão, a quem dotou
da semelhança divina.
Mas foi tal sua morfina,
que mui depressa borrou
aquela imagem tão divina.
Mas Cristo, Deus humanado,
glorioso São Francisco,
para limpar o treslado,
que Adão tinha borrado,
pondo o mundo em tanto risco,
quis pintar,
e consigo conformar
a vós, de dentro e de fora,
com graça tão singular,
que vos podemos chamar
homem novo, em quem Deus mora.
Ó formoso patriarca,
ó ilustre capitão
da sagrada religião,
dentro da qual, como em arca,
se salva o povo cristão!
Vós sois aquele varão
cheio de justiça e fé
e de toda perfeição,
figurado, com razão,
no justo e santo Noé.
Noé fez a grande arca
em que o homem racional,
junto com o bruto animal,
escapassem, como em barca,
do dilúvio universal.
Vós, por ordem divinal,
na religião, que fizestes,
a bons e maus recebestes,
e livres d'água mortal,
a Deus vivo os oferecestes.
Vós sois o grande varão
que de Deus fostes achado
segundo seu coração,
e no pai de Salomão
altamente figurado.
O qual, como desprezado
por ser o filho menor,
sendo de ovelhas pastor,
apascentava seu gado
com grã cuidado e amor.
Davi, com grande vigor,
um leão mui carniceiro
e um urso roubador,
com o gigante espantador
matou, com ser ovelheiro.
Este tal, por derradeiro,
Deus o fez rei de Israel,
salvando o povo fiel,
por este grã cavaleiro,
de toda a gente cruel.
Vós vos tínheis por menor,
tendo a todos por maiores,
e maior dos pecadores,
tendo-vos Deus por maior
de todos seus servidores.
Fez-vos pastor dos menores,
uns dos quais foram cordeiros,
mas mui fortes cavaleiros,
outros, do gado pastores
e guias, como carneiros.
Concedeu-vos tal poder,
que leão, urso e gigante
matásseis, carne e Lucifer
destruindo mui possante.
Com tal capitão diante,
aumentou-se a fé e lei
da igreja militante,
e vós, já na triunfante,
sois coroado por rei.
Trepando sem nenhum medo
o príncipe Jônatas,
com seu criado de trás,
por um áspero penedo,
alcançou vitória e paz,
cometendo
o exército tremendo
dos inimigos, de repente.
E, com ânimo valente,
suas forças desfazendo,
salvou toda sua gente.
para o seráfico São Francisco
José de Anchieta
Depois de tudo criado
por conto, peso e medida,
disse Deus: "Seja formado
o homem, como treslado
de nossa imagem subida".
E criou
a Adão, a quem dotou
da semelhança divina.
Mas foi tal sua morfina,
que mui depressa borrou
aquela imagem tão divina.
Mas Cristo, Deus humanado,
glorioso São Francisco,
para limpar o treslado,
que Adão tinha borrado,
pondo o mundo em tanto risco,
quis pintar,
e consigo conformar
a vós, de dentro e de fora,
com graça tão singular,
que vos podemos chamar
homem novo, em quem Deus mora.
Ó formoso patriarca,
ó ilustre capitão
da sagrada religião,
dentro da qual, como em arca,
se salva o povo cristão!
Vós sois aquele varão
cheio de justiça e fé
e de toda perfeição,
figurado, com razão,
no justo e santo Noé.
Noé fez a grande arca
em que o homem racional,
junto com o bruto animal,
escapassem, como em barca,
do dilúvio universal.
Vós, por ordem divinal,
na religião, que fizestes,
a bons e maus recebestes,
e livres d'água mortal,
a Deus vivo os oferecestes.
Vós sois o grande varão
que de Deus fostes achado
segundo seu coração,
e no pai de Salomão
altamente figurado.
O qual, como desprezado
por ser o filho menor,
sendo de ovelhas pastor,
apascentava seu gado
com grã cuidado e amor.
Davi, com grande vigor,
um leão mui carniceiro
e um urso roubador,
com o gigante espantador
matou, com ser ovelheiro.
Este tal, por derradeiro,
Deus o fez rei de Israel,
salvando o povo fiel,
por este grã cavaleiro,
de toda a gente cruel.
Vós vos tínheis por menor,
tendo a todos por maiores,
e maior dos pecadores,
tendo-vos Deus por maior
de todos seus servidores.
Fez-vos pastor dos menores,
uns dos quais foram cordeiros,
mas mui fortes cavaleiros,
outros, do gado pastores
e guias, como carneiros.
Concedeu-vos tal poder,
que leão, urso e gigante
matásseis, carne e Lucifer
destruindo mui possante.
Com tal capitão diante,
aumentou-se a fé e lei
da igreja militante,
e vós, já na triunfante,
sois coroado por rei.
Trepando sem nenhum medo
o príncipe Jônatas,
com seu criado de trás,
por um áspero penedo,
alcançou vitória e paz,
cometendo
o exército tremendo
dos inimigos, de repente.
E, com ânimo valente,
suas forças desfazendo,
salvou toda sua gente.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Entrelinhas

O dia do dragão
Raquel Oliveira - AgN/CT
O dia do dragão, de Giuseppe Bacoccoli, costura os bastidores do mundo do petróleo, a história da exploração petrolífera no Brasil e as andanças de um geólogo em seus 45 anos de carreira. Lançado em dezembro do ano passado, o livro conta, em forma de ensaios, aquilo que grande parte do público desconhece sobre o ramo.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Olhar Virtual

Edição 250 19 de maio de 2009
De Olho na Mídia
Pelo fim do preconceito contra os indígenas
Vanessa Sol
No final do mês de abril terminou a batalha judicial entre índios e rizicultores na reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O prazo dado pela Justiça para que os rizicultores desocupassem espontaneamente a reserva foi no último dia 30. No entanto, o Supremo Tribunal Federal permitiu que os arrozeiros terminassem a colheita até o dia 10 de maio. A região, com 1,7 milhões de hectares, localiza-se no extremo norte do estado e faz fronteira com a Guiana e a Venezuela.
Há 30 anos, a reserva vinha sendo ocupada desordenadamente por não-indígenas, que se recusavam a deixar a região. As fazendas eram exploradas por seis famílias de agricultores de arroz ligados ao agrobusiness. Um dos argumentos utilizados para a permanência na área era que a demarcação iria favorecer a internacionalização do local.
De acordo com o professor João Pacheco, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia do Museu Nacional, é um mito acreditar que a demarcação de terras para os indígenas afete a nacionalização do país. Para o professor, esse argumento é construído pelos que representam e apoiam as oligarquias agropecuárias de Roraima, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Goiás e São Paulo.
O professor afirma ainda que a cobertura midiática realizada, no caso de Raposa Serra do Sol, foi parcial e reforça uma visão anti-indigenista. “A mídia humanizou muitas das ações deploráveis que os rizicultores tinham em relação aos índios”, destaca.
O professor ressalta ainda que a mídia tem uma visão preconceituosa do índio, tende a mostrá-lo de maneira intransigente e acaba reproduzindo a opinião do senso comum. “O leitor quer ler a versão não-oficial. Ele quer saber quais são os argumentos dos indígenas. Isso a mídia não mostra”, afirma Pacheco. Na análise do professor, quantitativamente, a mídia mostra em grande parte o índio dançando, cantando ou realizando seus ritos.
Pacheco afirma que a visão da política indigenista adotada pelo atual governo tomou um rumo positivo apenas no segundo mandato do presidente Lula, com algumas demarcações de terras, mas que ainda faltam demarcações na região nordeste e no Mato Grosso. Para o professor a questão da Raposa Serra do Sol está ligada “a interesses regionais, econômicos e políticos; por isso o desequilíbrio da cobertura midiática em relação ao caso”.
terça-feira, 19 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Senhor Ministro!
Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 806 - Brasília, 14 de Maio de 2009
Plano Amazônia Sustentável é exemplo mundial de manejo sustentável de grande área florestal dos trópicos
Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Roberto Mangabeira Unger participou nesta quinta-feira (14) do programa Bom Dia Ministro. Na pauta, as iniciativas regionais e setoriais da SAE, entre elas o Plano Amazônia Sustentável (PAS), que completa um ano, o Projeto Nordeste e o desenvolvimento do Centro-Oeste. O programa é produzido e coordenado pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido ao vivo, via satélite, para emissoras de todo o País. Leia abaixo os principais trechos.
Preservação da Amazônia – “A ação consubstanciada no Plano Amazonas Sustentável (PAS) não tem equivalente no mundo e é uma revolução por duas razões: primeiro, porque não há nenhum outro exemplo mundial do manejo sustentável de uma grande área florestal nos trópicos. Segundo, porque insistimos numa estratégia de desenvolvimento que seja sustentável e ‘includente’ ao mesmo tempo. Não pode ser só para as árvores, tem de ser também para as pessoas. Precisamos lembrar que há duas Amazônias, a da floresta e a do cerrado. Na da floresta, agora que está encaminhada a regularização fundiária e que começa um grande debate sobre a regularização ambiental, o grande projeto é o soerguimento do extrativismo madeireiro e não-madeireiro. Até agora na Amazônia florestada, as atividades extrativistas, conduzidas pelas populações tradicionais, são relativamente ineficientes em relação ao sistema de preço. Até mesmo por questão de cunho e de escala artesanais, as atividades que resultam em desmatamento, como o plantio da soja e a exploração legal da madeira, são relativamente eficientes. Significa que o bom é ineficiente e o ruim, eficiente. E a única força que protege o bom contra o ruim é a polícia. Mas a Amazônia não pode ser salva pela polícia, e sim por alternativas.”
Leis – “Estamos intensivamente engajados no trabalho de desenvolvimento e de preservação da Amazônia. Não haverá preservação sem desenvolvimento ou desenvolvimento sem preservação. Não é apenas um problema de aprovar leis. É fazer a revolução necessária, em todos os seus componentes. Em primeiro lugar, a tecnologia extrativista praticamente não existe no mundo. Toda a tecnologia florestal disponível evoluiu para manejar florestas temperadas, muito mais homogêneas do que as tropicais. Em segundo, a organização dos serviços ambientais avançados, que precisam ser remunerados. Em terceiro lugar, a definição de formas de produção e de gestão comunitária, para que exista uma alternativa à concessão para grandes empresas. E em quarto lugar, o regime de propriedade intelectual, que vai governar o acesso aos recursos da biodiversidade. Temos que fazer tudo isso ao mesmo tempo e começamos praticamente da estaca zero porque não há nenhum precedente no mundo que nos aponte o caminho que queremos agora desbravar.”
Regularização fundiária – “Quando assumi, há cerca de um ano, a condução do PAS, compreendi que a prioridade era, e é, a regularização fundiária. Até agora, a Amazônia tem sido um caos fundiário. Menos de 4% das terras em mãos de particulares estão com suas situações jurídicas esclarecidas. Enquanto persistir essa situação, a pilhagem será mais vantajosa do que a preservação ou a produção. Ninguém sabe quem tem o quê. Agora, foram encaminhadas ao Congresso Nacional as propostas de regularização fundiária e a Câmara dos Deputados já votou a Medida Provisória. O primeiro fruto dessas decisões foi a transferência para os municípios da Amazônia das terras federais sobre as quais são construídas, irregularmente, muitas das cidades da Amazônia.”
Parceiros – “Há uma imensa expectativa na Amazônia. Os meus maiores parceiros têm sido os governadores dos nove estados amazônicos. Pela primeira vez em nossa história nacional, a Amazônia ocupa o centro da atenção do País. Portanto, há o movimento em marcha e temos que persistir. Minha preocupação é combinar um ideário abrangente e duradouro com ações concretas que possam iniciar uma dinâmica ainda neste ano, antes que sobrevenha o ano eleitoral. É só assim que vamos conseguir transformar essas iniciativas num projeto do Estado brasileiro, e não apenas num plano do governo que está momentaneamente no poder.”
Desmatamento – “Hoje, na Amazônia, há dois principais focos de desmatamento. O primeiro o são as atividades das populações de pequenos produtores agrícolas ou extrativistas, que atuam nas zonas de transição entre a floresta e o cerrado. Por falta de alternativas, essas pessoas são levadas a atividades que resultam em desmatamento, como a pecuária extensiva de pequena escala ou a exploração ilegal da madeira. Para elas temos de definir o elenco de atividades produtivas que sejam, ao mesmo tempo, economicamente viáveis, e ambientalmente seguras - lavouras perenes, cultivo de peixes, produção para o agro-combustível e manejo florestal sustentável - todas apoiadas técnica e financeiramente. Mas não basta. É preciso também organizar o mecanismo para remunerar essas pessoas além dos ganhos normais de sua produção, em troca das obrigações que assumiriam de monitorar e de prestar contas. Com isso, transformaríamos estas populações num cinturão protetor da Floresta Amazônica. O outro grande foco do desmatamento é a invasão das unidades de conservação. O governo precisa tomar conta do que é seu e municiar as unidades com quadros e com tecnologias.”
Iniciativas regionais – “Abordo as grandes regiões não resolvidas do País, a Amazônia, o Centro-Oeste e o Nordeste; como terreno privilegiado para repensar e reorganizar todo o Brasil. É assim que chego ao Nordeste. Não há solução para o Brasil sem solução para o Nordeste, onde vive quase um terço da nação. E não há solução para o Nordeste sem solução para o semi-árido, onde está metade da população nordestina. O ponto de partida deste projeto que venho construindo junto com os governadores nordestinos e com a sociedade civil do Nordeste é dar instrumentos às duas grandes forças construtivas que existem no Nordeste hoje: o empreendedorismo emergente, encarnado, sobretudo em pequenas e médias empresas e conduzido por gente dessa nova classe média; e a força construtiva, uma inventividade tecnológica popular difusa, porém ‘desequipada’. Se conseguíssemos dar braços, asas e olhos a essas duas forças construtivas, iniciaríamos uma revolução no Nordeste que ajudaria a apontar caminho para o Brasil.”
Transamazônica – “Estamos tratando do problema das rodovias na Amazônia e no Centro-Oeste. Um dos problemas que surgem é o dos licenciamentos ambientais e eu quero aproveitar o debate sobre o licenciamento ambiental das rodovias e também das barragens e usinas para provocar um avanço decisivo na nossa concepção da relação entre desenvolvimento econômico e social e preservação do meio ambiente. Se conseguirmos construir um paradigma capaz de ser reproduzido em muitas circunstâncias diferentes, avançaremos rapidamente na solução dos problemas logísticos da Amazônia. O problema não é um problema físico, é jurídico e institucional.”
Centro-Oeste – “O Centro-Oeste é hoje a parte do País que mais cresce. Há uma tendência a supor que ela não precisa de um projeto. Mas, afinal de contas, é no Centro-Oeste que o dinamismo brasileiro, o atributo mais importante do País, se manifesta na sua forma mais concentrada. As grandes linhas desse projeto do Centro-Oeste, que eu já comecei a construir junto com os governadores, são as seguintes: a diversificação da produção; a recuperação de áreas degradadas e um choque logístico. Para este último, há três grandes prioridades: acesso ferroviário e rodoviário em direção a Paranaguá, no Paraná e o acesso por hidrovia e rodovia em direção ao Norte. A prioridade número um da agricultura brasileira hoje, em matéria de transporte, é o escoamento dos grãos do Centro-Oeste para o Norte e o grande eixo ferroviário que passa pelos estados de Goiás e Tocantins. Se avançarmos nessas três vertentes, teremos, também, que resolver um problema numa quarta, que é construir a governança ambiental no Cerrado. Ao contrário do que se pensa, o ambiente mais ameaçado ou degradado no Brasil hoje não é a Floresta Amazônica, é o Cerrado. A quinta vertente do projeto é uma grande política para as cidades. Queremos uma rede de cidade médias no Centro-Oeste, não queremos contraste entre cidade cheia e campo vazio. Queremos, como em todo o Brasil, uma vida rural variada e vibrante, organizada em torno de uma classe média rural forte.”
Reforma Agrária – “Ela é um aspecto de um problema maior, que venho trabalhando intensamente com o ministro da Agricultura e discutindo com governadores em todo o País a necessidade de construir uma nova estratégia da agricultura brasileira. Essa estratégia se define por três ambições orientadores: superar o contraste meramente ideológico entre a agricultura familiar e a agricultura empresarial; insistir na industrialização rural, na agregação de valor no campo, evitar o contraste entre cidade cheia e campo vazio e lutar por uma vida rural pujante; e construir uma classe média rural forte, como vanguarda de uma massa de agriculturas mais pobres que virá atrás dela.”
Nº 806 - Brasília, 14 de Maio de 2009
Plano Amazônia Sustentável é exemplo mundial de manejo sustentável de grande área florestal dos trópicos
Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Roberto Mangabeira Unger participou nesta quinta-feira (14) do programa Bom Dia Ministro. Na pauta, as iniciativas regionais e setoriais da SAE, entre elas o Plano Amazônia Sustentável (PAS), que completa um ano, o Projeto Nordeste e o desenvolvimento do Centro-Oeste. O programa é produzido e coordenado pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido ao vivo, via satélite, para emissoras de todo o País. Leia abaixo os principais trechos.
Preservação da Amazônia – “A ação consubstanciada no Plano Amazonas Sustentável (PAS) não tem equivalente no mundo e é uma revolução por duas razões: primeiro, porque não há nenhum outro exemplo mundial do manejo sustentável de uma grande área florestal nos trópicos. Segundo, porque insistimos numa estratégia de desenvolvimento que seja sustentável e ‘includente’ ao mesmo tempo. Não pode ser só para as árvores, tem de ser também para as pessoas. Precisamos lembrar que há duas Amazônias, a da floresta e a do cerrado. Na da floresta, agora que está encaminhada a regularização fundiária e que começa um grande debate sobre a regularização ambiental, o grande projeto é o soerguimento do extrativismo madeireiro e não-madeireiro. Até agora na Amazônia florestada, as atividades extrativistas, conduzidas pelas populações tradicionais, são relativamente ineficientes em relação ao sistema de preço. Até mesmo por questão de cunho e de escala artesanais, as atividades que resultam em desmatamento, como o plantio da soja e a exploração legal da madeira, são relativamente eficientes. Significa que o bom é ineficiente e o ruim, eficiente. E a única força que protege o bom contra o ruim é a polícia. Mas a Amazônia não pode ser salva pela polícia, e sim por alternativas.”
Leis – “Estamos intensivamente engajados no trabalho de desenvolvimento e de preservação da Amazônia. Não haverá preservação sem desenvolvimento ou desenvolvimento sem preservação. Não é apenas um problema de aprovar leis. É fazer a revolução necessária, em todos os seus componentes. Em primeiro lugar, a tecnologia extrativista praticamente não existe no mundo. Toda a tecnologia florestal disponível evoluiu para manejar florestas temperadas, muito mais homogêneas do que as tropicais. Em segundo, a organização dos serviços ambientais avançados, que precisam ser remunerados. Em terceiro lugar, a definição de formas de produção e de gestão comunitária, para que exista uma alternativa à concessão para grandes empresas. E em quarto lugar, o regime de propriedade intelectual, que vai governar o acesso aos recursos da biodiversidade. Temos que fazer tudo isso ao mesmo tempo e começamos praticamente da estaca zero porque não há nenhum precedente no mundo que nos aponte o caminho que queremos agora desbravar.”
Regularização fundiária – “Quando assumi, há cerca de um ano, a condução do PAS, compreendi que a prioridade era, e é, a regularização fundiária. Até agora, a Amazônia tem sido um caos fundiário. Menos de 4% das terras em mãos de particulares estão com suas situações jurídicas esclarecidas. Enquanto persistir essa situação, a pilhagem será mais vantajosa do que a preservação ou a produção. Ninguém sabe quem tem o quê. Agora, foram encaminhadas ao Congresso Nacional as propostas de regularização fundiária e a Câmara dos Deputados já votou a Medida Provisória. O primeiro fruto dessas decisões foi a transferência para os municípios da Amazônia das terras federais sobre as quais são construídas, irregularmente, muitas das cidades da Amazônia.”
Parceiros – “Há uma imensa expectativa na Amazônia. Os meus maiores parceiros têm sido os governadores dos nove estados amazônicos. Pela primeira vez em nossa história nacional, a Amazônia ocupa o centro da atenção do País. Portanto, há o movimento em marcha e temos que persistir. Minha preocupação é combinar um ideário abrangente e duradouro com ações concretas que possam iniciar uma dinâmica ainda neste ano, antes que sobrevenha o ano eleitoral. É só assim que vamos conseguir transformar essas iniciativas num projeto do Estado brasileiro, e não apenas num plano do governo que está momentaneamente no poder.”
Desmatamento – “Hoje, na Amazônia, há dois principais focos de desmatamento. O primeiro o são as atividades das populações de pequenos produtores agrícolas ou extrativistas, que atuam nas zonas de transição entre a floresta e o cerrado. Por falta de alternativas, essas pessoas são levadas a atividades que resultam em desmatamento, como a pecuária extensiva de pequena escala ou a exploração ilegal da madeira. Para elas temos de definir o elenco de atividades produtivas que sejam, ao mesmo tempo, economicamente viáveis, e ambientalmente seguras - lavouras perenes, cultivo de peixes, produção para o agro-combustível e manejo florestal sustentável - todas apoiadas técnica e financeiramente. Mas não basta. É preciso também organizar o mecanismo para remunerar essas pessoas além dos ganhos normais de sua produção, em troca das obrigações que assumiriam de monitorar e de prestar contas. Com isso, transformaríamos estas populações num cinturão protetor da Floresta Amazônica. O outro grande foco do desmatamento é a invasão das unidades de conservação. O governo precisa tomar conta do que é seu e municiar as unidades com quadros e com tecnologias.”
Iniciativas regionais – “Abordo as grandes regiões não resolvidas do País, a Amazônia, o Centro-Oeste e o Nordeste; como terreno privilegiado para repensar e reorganizar todo o Brasil. É assim que chego ao Nordeste. Não há solução para o Brasil sem solução para o Nordeste, onde vive quase um terço da nação. E não há solução para o Nordeste sem solução para o semi-árido, onde está metade da população nordestina. O ponto de partida deste projeto que venho construindo junto com os governadores nordestinos e com a sociedade civil do Nordeste é dar instrumentos às duas grandes forças construtivas que existem no Nordeste hoje: o empreendedorismo emergente, encarnado, sobretudo em pequenas e médias empresas e conduzido por gente dessa nova classe média; e a força construtiva, uma inventividade tecnológica popular difusa, porém ‘desequipada’. Se conseguíssemos dar braços, asas e olhos a essas duas forças construtivas, iniciaríamos uma revolução no Nordeste que ajudaria a apontar caminho para o Brasil.”
Transamazônica – “Estamos tratando do problema das rodovias na Amazônia e no Centro-Oeste. Um dos problemas que surgem é o dos licenciamentos ambientais e eu quero aproveitar o debate sobre o licenciamento ambiental das rodovias e também das barragens e usinas para provocar um avanço decisivo na nossa concepção da relação entre desenvolvimento econômico e social e preservação do meio ambiente. Se conseguirmos construir um paradigma capaz de ser reproduzido em muitas circunstâncias diferentes, avançaremos rapidamente na solução dos problemas logísticos da Amazônia. O problema não é um problema físico, é jurídico e institucional.”
Centro-Oeste – “O Centro-Oeste é hoje a parte do País que mais cresce. Há uma tendência a supor que ela não precisa de um projeto. Mas, afinal de contas, é no Centro-Oeste que o dinamismo brasileiro, o atributo mais importante do País, se manifesta na sua forma mais concentrada. As grandes linhas desse projeto do Centro-Oeste, que eu já comecei a construir junto com os governadores, são as seguintes: a diversificação da produção; a recuperação de áreas degradadas e um choque logístico. Para este último, há três grandes prioridades: acesso ferroviário e rodoviário em direção a Paranaguá, no Paraná e o acesso por hidrovia e rodovia em direção ao Norte. A prioridade número um da agricultura brasileira hoje, em matéria de transporte, é o escoamento dos grãos do Centro-Oeste para o Norte e o grande eixo ferroviário que passa pelos estados de Goiás e Tocantins. Se avançarmos nessas três vertentes, teremos, também, que resolver um problema numa quarta, que é construir a governança ambiental no Cerrado. Ao contrário do que se pensa, o ambiente mais ameaçado ou degradado no Brasil hoje não é a Floresta Amazônica, é o Cerrado. A quinta vertente do projeto é uma grande política para as cidades. Queremos uma rede de cidade médias no Centro-Oeste, não queremos contraste entre cidade cheia e campo vazio. Queremos, como em todo o Brasil, uma vida rural variada e vibrante, organizada em torno de uma classe média rural forte.”
Reforma Agrária – “Ela é um aspecto de um problema maior, que venho trabalhando intensamente com o ministro da Agricultura e discutindo com governadores em todo o País a necessidade de construir uma nova estratégia da agricultura brasileira. Essa estratégia se define por três ambições orientadores: superar o contraste meramente ideológico entre a agricultura familiar e a agricultura empresarial; insistir na industrialização rural, na agregação de valor no campo, evitar o contraste entre cidade cheia e campo vazio e lutar por uma vida rural pujante; e construir uma classe média rural forte, como vanguarda de uma massa de agriculturas mais pobres que virá atrás dela.”
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Atividade Física
Ganho calorico típico:
Café da manhã > 822Kcal
Almoço > 906Kcal
Janta > 653
Total > 2381Kcal
Fonte: http://www.saudeemmovimento.com.br/
Dados da corrida de 21/03/09 - 18:00hs.
Tempo (mim) = 6:11 > Distância percorrida (m) = 1165
= 11:15 > = 2100
= 21:42 > = 3980
Corrida: 23/03/09
Início: 18:00hs.
Local: Av. Gen. Milton Tavares de Souza.
Percorido 3 980m em 00:21:58hs.
Obs. Estava ventando um pouco, tanto que a primeira parcial foi menor que a última: 1 165m em 00:06:06
Café da manhã > 822Kcal
Almoço > 906Kcal
Janta > 653
Total > 2381Kcal
Fonte: http://www.saudeemmovimento.com.br/
Dados da corrida de 21/03/09 - 18:00hs.
Tempo (mim) = 6:11 > Distância percorrida (m) = 1165
= 11:15 > = 2100
= 21:42 > = 3980
Corrida: 23/03/09
Início: 18:00hs.
Local: Av. Gen. Milton Tavares de Souza.
Percorido 3 980m em 00:21:58hs.
Obs. Estava ventando um pouco, tanto que a primeira parcial foi menor que a última: 1 165m em 00:06:06
Uma gripe será sempre uma gripe

“A origem dos vírus desta gripe que vem sendo divulgada pela mídia como gripe suína provavelmente se deve à manutenção desses organismos na natureza por meio de infecções transmitidas, triangularmente, entre aves-porcos-pessoas.
Os vírus das gripes são arranjos moleculares fabricados por células vivas. Na composição química desses organismos encontram-se: ácido nucleico, proteína, gordura e açúcares. A estrutura viral serve como elemento para transferência de ácido nucleico de uma célula para outra. Esses ácidos carregam as informações genéticas que as células usam para fabricar os diversos componentes que vão servir para montagem de novos vírus. Quando as células os fabricam, dizemos que elas são competentes, pois existem células que não têm a competência metabólica para sintetizar os componentes codificados no genoma viral (ácido nucleico). Quando as células estão fazendo vírus, dizemos que estão infectadas.
A infecção viral aparece no local do corpo onde existem as células competentes. No caso da gripe, entendemos como células competentes aquelas células de mucosa que estão associadas com uma população de células bacterianas produtoras de um tipo especial de protease. Por isso dizemos que gripe é fruto de uma associação mórbida envolvendo os vírus e as bactérias da nossa microbiota. Por esse motivo, toda gripe compromete apenas áreas de mucosa. As proteases bacterianas são as enzimas que completam a montagem dos vírus fabricados pelas células do nosso epitélio, tornando-os infecciosos. Sem essa associação não há gripe, pois a infecção não avança pela mucosa. O interessante é que a área lesionada vai ser proporcional à quantidade de células competentes que cada indivíduo tem no corpo. A seleção natural das espécies (lembrando as homenagens aos 200 anos de Charles Darwin) tem proporcionado a sobrevivência daqueles que têm poucas. Dessa forma, pessoas com poucas dessas células tendem a desenvolver a infecção viral sem sintomas. Denominamos o fenômeno ‘infecção inaparente’. Embora sem sintomas, são essas pessoas ou animais os principais disseminadores da virose. As estatísticas epidêmicas mostram que, em média, para cada 10 infectados, existe um com sintomas, ou seja, aquela pessoa que tem maior quantidade das células competentes. Portanto, podemos partir para a seguinte dedução lógica: aquele que possui maior competência terá maior comprometimento celular e tecidual com a virose. Quanto maior a lesão, maior a gravidade, podendo chegar, inclusive, à morte.
Uma gripe será sempre uma gripe. Toda pessoa adulta sabe como é, pois já teve pelo menos uma. A situação de risco está relacionada com a gravidade. Como os casos sintomáticos estão acompanhados de diminuição da vitalidade corporal, se a gripe acontece numa pessoa que já tem certa debilidade instalada, o resultante é a franqueza geral. Quanto mais fraco, mais risco de morte. Portanto, em cada indivíduo, a evolução de uma gripe depende das condições genéticas e fisiológicas que ele possui. Nossa sorte é que somos descendentes de genitores que resistiram às gripes e passaram essa herança genética para nós. Infelizmente, numa epidemia, os que nasceram com as características da predisposição (susceptibilidade) passam a ter a chance de serem contaminados e poderão superar, ou não, a barreira seletiva. Embora pareça drástica, esta é a magia da natureza responsável pelo aprimoramento das espécies no planeta. Somos seres humanos, porém, em essência, uma espécie animal.
As diferenças entre a influenza suína e a influenza humana são detectadas com exames laboratoriais que analisam características físico-químicas nas proteínas e nos ácidos nucleicos das preparações virais. Porém, no popular a suína é aquela que ocorre entre os elementos das pocilgas, com prejuízos, principalmente, para os grandes pecuaristas envolvidos com suinocultura industrial. A gripe humana ocorre nos seres humanos, passando de pessoa para pessoa e gerando casos aparentes e casos inaparentes, situação esta também válida nos suínos.
A transmissão do vírus do tipo A-H1N1 acontece quando uma pessoa infectada, com ou sem sintomas, elimina vírus ao falar, tossir ou espirar. Quem estiver por perto recebe os vírus como “presentes”. Neste caso, o social contribui. Já percebeu que as pessoas desejam SAÚDE para quem espirrou? Para pronunciar saúde, a primeira coisa que fazemos é inspirar o ar do ambiente, assim aumenta a chance de as partículas virais do espirro chegarem até as células das nossas mucosas (oral, respiratória ou ocular). Chamamos esse estágio de contágio. O contágio pode evoluir ou não para infecção e a infecção pode aparecer acompanhada ou não dos sintomas. Esta é a magia da Virologia.
No momento, as formas de prevenção são praticamente nulas tendo em vista a classificação dada pelos técnicos da OMS como sendo grau 5, numa escala até 6, para o risco de contágio. No cotidiano, prevenir o contágio é realmente impossível, a não ser para aquelas pessoas, vestidas como astronautas, que trabalham nos laboratórios de segurança máxima. No geral, as pessoas se contaminam, fazem a forma assintomática e saem dizendo por aí que nunca pegam gripe. Essa situação é esclarecida pelos exames de sangue que detectam, no soro das pessoas, a presença de moléculas que servem como registro da infecção que ocorreu. A tais moléculas damos o nome de imunoglobulinas, também conhecidas como anticorpos. Quem conseguiu resistir à infecção viral tem essas moléculas no sangue.
Olhando os registros epidêmicos efetuados pelos órgãos de Controle de Doenças Transmissíveis dos Estados Unidos, que estão disponíveis na internet, é possível verificar a existência de informes relatando casos de infecção por vírus contendo H1 na estrutura. Porém, de uma hora para outra, entram em cena os vírus H1N1 como gripe suína e começa esse estado de histeria coletiva, gerando pânico ao atribuir a essa gripe maior potencial de mortalidade, quando todo mundo sabe que gripe é gripe.
Não existem vacinas preparadas com vírus H1N1. O motivo é fruto de uma trágica experiência americana ocorrida em 1976. Neste ano, o país registrou um caso de morte associada a esse tipo de vírus, situação que levou as autoridades estadunidenses a preverem a possibilidade de uma provável epidemia semelhante à da gripe Espanhola, ocorrida em 1918. Partindo dessa hipótese, imediatamente foi providenciada vacina suficiente para atender toda a nação. A população, ávida por proteção, buscou a vacina como alternativa. Porém, logo começaram a aparecer ações judiciais, associando a vacina de H1N1 com a Síndrome de Guillain-Barré, que resultaram no pagamento de vultosas indenizações e no cancelamento da vacinação”.
Maulori Cabral
Professor do Departamento de Virologia do Instituto de Microbiologia da UFRJ
SALVE
Salve-se quem poder.
Foi assim que eu entrei pelo cano.
Esse negócio de ser forte não tem nada a ver.
A gente tem é que ser dependente mesmo pra não ficar isolado.
Relaxar, deixar de ser idealista, pragmático, e deixar o barco correr. "Ficar de boreste" mesmo.
Viver única e exclusivamente para o outro mesmo que sem o outro. Herói.
Como? Forçando a barra.
Estou de volta para rotina, ruído de máquinas, murmúrios e conversas ao fundo, e a inquietação volta.
É o humor, como ele muda! É uma bioquímica muito interessante para ser estudada.
Foi assim que eu entrei pelo cano.
Esse negócio de ser forte não tem nada a ver.
A gente tem é que ser dependente mesmo pra não ficar isolado.
Relaxar, deixar de ser idealista, pragmático, e deixar o barco correr. "Ficar de boreste" mesmo.
Viver única e exclusivamente para o outro mesmo que sem o outro. Herói.
Como? Forçando a barra.
Estou de volta para rotina, ruído de máquinas, murmúrios e conversas ao fundo, e a inquietação volta.
É o humor, como ele muda! É uma bioquímica muito interessante para ser estudada.
terça-feira, 5 de maio de 2009
REPOSITÓRIO
Isso mesmo! Repositório. É como deveria se chamar essa "paradinha", e não Blog.
É aqui nesse lugar que se faz tudo.
Eu tento me esconder como um falso anônimo mas acredito que ninguém vai ler nada.
Eu gosto daqui porque eu posso desabafar e escrever o que bem entendo sem me preocupar com críticas. Ninguém vai ver ou ouvir nada!
É uma caixinha muito interessante, ora in ora out, visível ou invisível?
É um canal bacana para se brincar.
Por exemplo: Vou abrir uma nova janela e clicar em próximo blog que aleatóriamente abrirá um blog qualquer. Vou copiar e colar aqui pra ver que bicho vai dar.
MARTES 5 DE MAYO DE 2009
Nose cuantas cosas se pueden encontrar en el ojo izquierdo de una persona pero se que en tus labios yo pude encontrar amor sin fin y me hizo enloquecer. Y te condena mi celoso corazón
cuando le contas tu historia, nunca conocio la gloria en cuestiones del amor. Y se que nunca se me va a olvidar tu voz aunque pierda la memoria con acercarse a la victoria se conforma un perdedor Y te tendre que dejar escapar se que lo voy a lamentar pero te digo amor que hay que saber cuando parar Nose cuantos angeles te quieren ayudar pero tengo la esperanza que ninguna va a poder desnudarte no de cuerpo sino de alma, disfrutar ese placer.
PUBLICADO POR VALECORIA EN 17:53 0 COMENTARIOS
É isso aí...
É aqui nesse lugar que se faz tudo.
Eu tento me esconder como um falso anônimo mas acredito que ninguém vai ler nada.
Eu gosto daqui porque eu posso desabafar e escrever o que bem entendo sem me preocupar com críticas. Ninguém vai ver ou ouvir nada!
É uma caixinha muito interessante, ora in ora out, visível ou invisível?
É um canal bacana para se brincar.
Por exemplo: Vou abrir uma nova janela e clicar em próximo blog que aleatóriamente abrirá um blog qualquer. Vou copiar e colar aqui pra ver que bicho vai dar.
MARTES 5 DE MAYO DE 2009
Nose cuantas cosas se pueden encontrar en el ojo izquierdo de una persona pero se que en tus labios yo pude encontrar amor sin fin y me hizo enloquecer. Y te condena mi celoso corazón
cuando le contas tu historia, nunca conocio la gloria en cuestiones del amor. Y se que nunca se me va a olvidar tu voz aunque pierda la memoria con acercarse a la victoria se conforma un perdedor Y te tendre que dejar escapar se que lo voy a lamentar pero te digo amor que hay que saber cuando parar Nose cuantos angeles te quieren ayudar pero tengo la esperanza que ninguna va a poder desnudarte no de cuerpo sino de alma, disfrutar ese placer.
PUBLICADO POR VALECORIA EN 17:53 0 COMENTARIOS
É isso aí...
domingo, 3 de maio de 2009
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