sexta-feira, 21 de novembro de 2008

E os paraíba?

"Se vecê não for branquinho e rico terá que disputar com os outros, cinquenta por cento das vagas nas universidades"...

Não resisti e tive que copiar pra cá a notícia que saiu no JB Online de 21/11/2008, para reflexõs sobre a medida.

Senado tem missão de ratificar projeto que reserva vagas em universidades

Brasília

O Plenário provou ontem projeto que reserva no mínimo 50% das vagas nas universidades públicas federais para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. A proposta – PL 73/99, da deputada Nice Lobão (DEM-MA) – passou na forma do substitutivo aprovado em 2005 pela Comissão de Educação e Cultura, elaborado pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MT). O projeto segue para o Senado.

Os parlamentares aprovaram emenda que destina metade das vagas reservadas aos estudantes oriundos de famílias com renda per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 622,50). Dentro dessa metade, uma parte deverá ser preenchida por alunos negros, pardos e indígenas. A divisão das vagas entre essas etnias seguirá suas proporções na população do Estado onde é localizada a instituição de ensino, conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, lembrou que ontem foi comemorado o Dia da Consciência Negra. Segundo ele, essa proposta tem todo o conteúdo de justiça social em relação a etnias.

– O fato de ter havido um acordo entre os partidos para sua aprovação aumenta sua grandeza.

Regras

De acordo com o texto aprovado, as universidades públicas deverão selecionar os alunos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. As cotas deverão ser respeitadas em cada curso e turno das universidades.

O texto faculta às instituições privadas de ensino superior o mesmo regime de cotas em seus exames de ingresso.

Nível médio

O substitutivo de Abicalil também determina semelhante regra de cotas para as instituições federais de ensino técnico de nível médio. Elas deverão reservar, em cada concurso de seleção para ingresso em seus cursos, no mínimo 50% de suas vagas para alunos que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas. Nessas escolas, se aplicará o mesmo critério das universidades para a admissão de negros e indígenas.

Caberá ao Ministério da Educação e à Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, ouvida a Fundação Nacional do Índio (Funai), o acompanhamento e avaliação desse programa de cotas. Após dez anos, o Poder Executivo promoverá a revisão do programa.

As universidades terão o prazo de quatro anos para o cumprimento das regras, implementando no mínimo 25% da reserva de vagas determinada pelo texto a cada ano.

Extinção do vestibular

A autora do projeto original, deputada Nice Lobão, argumenta que o ideal seria a extinção do vestibular, mas, como tal objetivo ainda não pode ser alcançado, a proposta é estabelecer uma mudança gradual, deixando 50% das vagas no padrão convencional de ingresso na universidade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

As indústrias do tempo presente

Por Márcio Castilho

Na aquisição de um computador,
um telefone ou qualquer
eletrodoméstico, a pergunta
do cliente é praticamente obrigatória ao
vendedor da loja: “qual o tempo de garantia
do produto?” Os certifi cados que acompanham
as notas fi scais e os manuais de
instrução não fi cam mais esquecidos em algum
lugar. Perdê-los pode signifi car dor de
cabeça e um grande prejuízo no bolso em
um mercado no qual os bens de consumo
são fabricados para durar cada vez menos.
Saudosismo extremado de quem não
troca seu “velho” celular de dois anos atrás
pelos sedutores modelos com bluetooth
(especifi cação industrial para áreas de redes
pessoais sem fi o) ou percepção de que os
cidadãos que resistem a ingressar nesta era
do BlackBerry (aparelhos com funções de
editor de textos, acesso à Internet, e-mail e
tecnologia IPv6) podem se tornar obsoletos
pelo avanço da tecnologia?
Essas questões da contemporaneidade
permeiam o pensamento do teórico
espanhol radicado na Colômbia Jesús
Martín-Barbero, uma referência na linha
dos estudos culturais na América Latina.
No início de setembro, quando esteve no
Rio para ministrar disciplina aos estudantes
do Programa de Pós-graduação da
Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ,
Barbero concedeu entrevista exclusiva ao
Jornal da UFRJ em que refl etiu acerca do
sistema econômico e o papel dos meios de
comunicação. Mais do que fazer grandes
generalizações, o professor da Universidade
de Guadalajara, no México, indica
caminhos que renovam os estudos sobre
a trama de mediações que a relação entre
comunicação, cultura e política articula na
sociedade.
Barbero afirma que a modernidade
promove uma nova relação de tempo que
em nada se assemelha com as representações
de um tempo cíclico, como ocorria no
passado. Hoje o teórico percebe uma nova
temporalidade baseada na “obsolescência
acelerada” dos bens de consumo e das
próprias instituições. Segundo o acadêmico,
o sistema econômico e os meios de comunicação
são os grandes fabricantes desse
tempo presente, oferecendo ao público uma
novidade cada vez mais efêmera. Enquanto
que, no passado, os produtos eram fabricados
no sentido da longa duração, a lógica
atual do mercado trabalha sem perspectiva
de futuro, levando as pessoas a trocarem
constantemente de carro, computador e
telefone. “O que permite ao sistema funcionar
é a obsolescência acelerada. As coisas
são fabricadas para durar um determinado
tempo. Em alguns casos, o mínimo possível.
Se nós não trocamos de produtos, o sistema
se paralisa”, afi rma o teórico espanhol.
Em seu livro “Dos meios às mediações:
comunicação, cultura e hegemonia”, publicado
no Brasil pela Editora UFRJ (2001),
Barbero já salientava a impossibilidade
de o mercado promover vínculos entre
os sujeitos, pois “opera anonimamente
mediante lógicas de valor que implicam
trocas puramente formais, associações e
promessas evanescentes que somente engendram
satisfações ou frustrações, nunca,
porém, sentido”. O autor complementa
que os meios de comunicação de massa,
como outro poderoso fabricante do tempo
presente, contribuem para agravar essa
transformação na sociedade. Isso porque
os veículos jornalísticos tendem a lidar com
a informação mais por razões econômicas
(audiência) do que propriamente pelo seu
valor em termos de interesse público. Afi rma
Barbero ao Jornal da UFRJ: “a notícia que durava um mês, uma semana, atualmente
dura nem sequer um dia, porque não
é o valor interno do fato que importa, mas
o seu valor noticioso, um valor agregado
pelo meio. Não valorizamos a notícia pelo
número de pessoas que afeta ou em que
profundidade afeta. Aqui estamos ante ao
que eu chamaria de uma perversão”.
O intelectual utiliza o termo “perversão”
por considerar a informação matéria-prima
para a cidadania. No entanto - prossegue
Barbero -, diante da tendência dos jornais
impressos em competir com a web, não fornecendo
elementos sufi cientes para a compreensão
dos acontecimentos cotidianos, os
meios massivos perdem a sua capacidade
de formular debates capazes de fortalecer a
sociedade civil. Esse fenômeno gera o que
o autor chama de uma “sociedade autista”
que não se conecta com nada e que não tem
o mínimo de memória.
Lutas e negociações
Apesar da força do sistema econômico,
que opera na lógica da rentabilidade em
detrimento da construção de uma rede
de solidariedade social, e da visão crítica
em relação ao papel dos media, Barbero
acredita no poder da comunicação como
espaço estratégico de construção da cidadania.
Discordando da idéia de futuro como
repetição do presente, em uma crítica ao
radical pessimismo de Francis Fukuyama
em O fi m da história (Rocco, 1992), o teórico
enfatiza a existência de um espaço de
luta e de intervenção social contribuindo
para a criação de uma “institucionalidade
nova”. Essas novas redes de solidariedade
estão presentes, segundo ele, nas emissoras
de rádio e de televisão comunitárias, nas
manifestações artísticas que expressam a
pluralidade das culturas
populares, como os grafi -
teiros, na música jovem,
através do rock e do rap, ou
nos movimentos sociais.
Atento a “novos sentidos
do social e novos usos
sociais dos meios”, Barbero
defende um deslocamento
metodológico no sentido
de valorizar o papel do
outro, do receptor como
sujeito ativo no processo
comunicacional. “Não podemos arbitrariamente
dizer que somente uns poucos
podem fazer e os demais, apenas consumir.
Sabemos que nem todo mundo nasceu para
ser artista, mas todo mundo pode fazer algo,
desde que se criem condições para isso. O
problema é que os governos não fazem
políticas de Estado, de médio e de longo
prazos. Se não há um mínimo de prazo, a
política vira puro marketing. Vendo a meus
eleitores uma coisa que não vou poder dar
um dia. Esse não é somente um problema
latino-americano ou terceiro-mundista. Na
Europa é igual. Os políticos são, em geral,
imediatistas”, observa Martín-Barbero.
TV Pública e o papel das universidades
Ainda acerca da potencialidade dos
meios de comunicação como instrumento
de fortalecimento da
cidadania, Barbero acredita
que a experiência
da TV Pública pode ser
positiva no sentido de
refazer os vínculos societários.
Ressalta, no entanto,
que sua implantação
não deve prescindir de
um vigoroso debate que
incorpore demandas do
público. A busca de novos
conteúdos que valorizem
a participação dos telespectadores é
necessária - afi rma o teórico -, para transformar
a TV Pública em uma rede voltada
aos interesses da comunidade, evitando,
assim, tentativas de manipulação por parte
de governos e partidos.
“Pensar não haver nenhum tipo de
dependência de partidos que estão no governo
é idealismo absoluto. Mas defendo
um projeto que permita incorporar, pouco
a pouco, os meios comunitários para que
essas produções sejam inseridas na televisão
pública. É preciso qualidade, mas não qualidade
puramente técnica ou estética, mas de
conteúdo também, que não seja excludente,
elitista, populista tampouco. Creio que é um
projeto muito difícil, muito delicado e que
vai necessitar tempo”, observa o professor.
Jesús Martín-Barbero nasceu em Ávila,
na Espanha, mas reside na Colômbia desde
1963. Foi professor visitante da Cátedra
Unesco de Comunicação na Universidade
Autônoma de Barcelona, na Universidade
Puerto Rico, na Universidade
de São Paulo (USP) e na Escola Nacional
de Antropologia do México. O professor
destaca a importância de as Instituições
de Ensino Superior resgatarem o sentido
da universalidade. Para ele, o modelo
letrado das universidades é excludente
e não se comunica com o restante da
sociedade.
“A universidade poderia estender-se
mais sobre a sociedade, porque tem linguagem
limitadíssima. Fundamentalmente
é letrada, mas a maioria das pessoas não
o é. São visuais, gestuais. A universidade
tem que comunicar - e se comunicar é atuar
com todas as culturas que não cabem na
universidade. Se não é assim, a universidade
vai morrendo, porque a sociedade vai
para outro lado”, afirma o teórico.

Copiado e colado do Jornal da UFRJ
http://www.ufrj.br/docs/jornal/2008-novembro_jornalUFRJ39.pdf

domingo, 9 de novembro de 2008

Pós-eleição - recebido por e-mail - autor desconhecido

VIAGEM AO BALATAL


Prestem atenção, meus amigos,
e vejam, como é que pode?
o “caboco” Amazonino,
tesudo que nem um bode,
em mais uma eleição,
fez barba, cabelo e bigode.


E como é da tradição,
talqualmente é o Natal,
aqui no nosso Amazonas,
descoberto por Cabral,
a turma dos derrotados,
é mandada ao balatal.


Isso é uma tradição,
que vem do tempo dos Maias;
lá, quem perdia eleição,
era amarrado na praia,
mas aqui houve mudanças,
no tempo do Álvaro Maia.


E conforme nossa cultura,
que é grande e fenomenal,
o Balatal de que falo,
equivale ao Seringal,
donde se extrai balata,
que é riqueza nacional.


A viagem é de barco,
que p´ra uns faz muito mal,
dura quase uns dez dias,
se não cair temporal,
muitos choram, outros reclamam,
“Como é longe o balatal”.


Também é obrigatória,
faça bem ou faça mal,
não adianta protestos,
nem fazer cara de mau,
quem resiste p’ra não ir,
se entende com a Federal.



OS PROTESTOS


Praciano não quis ir,
alegando imunidade,
e esculhambando o Negão
com muita severidade,
“Nesse barco eu não entro,
eu sou homem da cidade”
.
“Se ele não for eu não vou”,
disse o tal Luiz Navarro,
“também sou de carne e osso
e um cidadão bizarro,
até poderia ir,
mas de avião ou de carro.”



“Tô contigo e num abro”
gritou o Ricardo Bessa,
“essa viagem é um martírio,
a gente sofre à beça,
quem quiser que vá sozinho,
mas ‘papai’ não entra nessa.”



O Bisneto, solidário,
protestou com muito ardor,
“Isso é uma crueldade,
se me mandarem eu não vou,
e além de parlamentar,
sou filho de um senador".



“Calma, não briguem, amigos”,
disse o Sarafa bem perto,
“Se o balatal é ruim,
pior é ir p’ro deserto,
p´ra lá já foi gente boa,
como Eduardo e Gilberto”
.



O EMBARQUE


Diante desses protestos,
foi chamada a Federal,
que não quis ouvir desculpas
e etc. e tal,
e mandou que todos, juntos,
rumassem p’ro Balatal.


Por isso o TRE,
a quem coube decidir,
mandou que encostassem um barco,
na feira da Panair,
com mandado de prisão
p’ra quem não quisesse ir.


O nome do barco eu não sei,
e como diz o conselho
a ninguém eu perguntei,
p’ra num meter meu bedelho,
mas é nome conhecido,
parece “Plínio Coelho”.


Lula chegou de surpresa,
querendo a tudo assistir,
tava tão aborrecido,
que nem podia sorrir,
disse p’ro seu motorista:
“Direto p’ra Panair”


O primeiro a embarcar,
foi o querido Sarafa,
por questão de precaução,
levou arpão e tarrafa
e de água mineral
mais de trezentas garrafas.


O Praciano, importante,
culpou o seu marqueteiro,
também disse que perdeu,
só por falta de dinheiro,
mesmo assim foi embarcado,
levando seu mosqueteiro.


O Psol Ricardo Bessa,
na hora de entrar na lancha,
pensou na Heloisa Helena
e escorregou da prancha,
só ficou com hematomas
que não passam de u’as manchas.


O comunista Navarro,
com sua cara de nazista,
se apresentou sem bagagem,
p’ra não passar na revista,
só levou uma sacola
e a sua cartilha marxista.


E o Herbert Amazonas,
vocês sabem o que ele fez???
foi se esconder no porão
com toda sua altivez
e de lá ele gritava:
“Não me entroso com burguês”.


Quem criou uma confusão,
na hora de entrar no bote,
foi o velho Carrapeta,
cheio de dedo e fricote,
disse não dormir em rede
e pediu um camarote.



AS DESPEDIDAS

Na hora da despedida,
houve um grande alarido,
era menino chorando,
mulher beijando o marido,
não se ouvia outra coisa
senão soluço e gemido.


P’ra aumentar a confusão,
já generalizada,
chegou u’a mulherada
lá do Bairro do Alvorada,
cantando para o Negão,
“amigo de fé, camarada”.


Mais uma vez o Sarafa,
no furdunço quis dar fim:
“Tenham calma, bons amigos,
o balatal não é o fim,
de lá já ganhei medalha
de ouro, prata e marfim”.



“Lá a vida é tranqüila”,
prosseguiu mestre Sarafa,
“se come carne de sol
com manteiga de garrafa,
mas o fumo é proibido
como também a cachaça.”



Quando o barco apitou,
falaram alguns oradores,
uns fazendo seus protestos,
outros mostrando suas dores,
mas todos apavorados
com o balatal dos horrores.


Falou até um Ministro,
trajando camisa esporte,
“Tenham calma, companheiros,
isso faz parte da sorte,
a viagem é segura,
eu entendo de transporte!”



Também falou um senador,
da terra do Garantido:
“Isso é um castigo cruel
que não faz nenhum sentido,
ou Lula acaba com isso
ou eu mudo de partido.”



Logo falou seu colega,
que antes foi um suplente,
“Isso é uma tortura,
e vergonha p’ra nossa gente,
vou propor lá no Senado
uma mudança urgente”.



Maneca também falou,
franzindo sua cara brava,
mas aceitou o castigo,
sem demonstrar qualquer raiva,
mas disse para o Sarafa:
“Por essa eu não esperava”.


O PV Plínio Valério
discursou com nostalgia,
bendisse o balatal
em nome da ecologia:
“Lá eu ouço o rouxinol
e o canto da cotovia”.



Já o Evandro bateu forte,
que nem o tufão katrina,
também culpou o Negão
“por esta grande chacina"
e levou em sua bagagem,
só anzóis e lamparinas.


Dona Mariza falou,
e com muita erudição:
“Isso é uma cachorrada,
e grande esculhambação,
prometo a todos vocês,
um lugar no mensalão”.



O derradeiro a falar
foi o nosso Presidente,
não sem antes dar um arroto
e uma chupada no dente,
e consertar a garganta
com um gole de aguardente.


“Meus queridos companheiros,
que perderam a eleição,
eu só tenho a lamentar,
tamanha situação,
uma coisa lhes prometo
‘inda acerto esse Negão”



P´ra consolar os amigos
ante a tristeza geral,
puxou pelo verbo e disse:
“Isso é um castigo mortal,
vou falar p’ro Tarso Genro
p’ra acabar com o balatal”.



P´ra terminar ele disse:
“Esse Negão é infame”
e tomou uma taça cheia
de um saboroso champanhe,
“Vão em paz, meus companheiros,
que o Senhor lhes acompanhe!”



Políticos presentes


O Dudu esteve presente,
mas ficou longe do porto,
olhando desconfiado,
pensativo e absorto,
dizendo p’ros seus botões:
“esse Negão num tá morto”


O Arthur também foi lá,
e com muita polidez,
perguntou ao secretário:
“O que foi que o Omar fez?”
E sussurrou p’ro Bisneto,
“Muito em breve é a nossa vez”!


A Vanessa lagrimou,
ao ver o barco zarpar,
levando seus companheiros
sobre as águas do rio mar
ela disse p’ro Heron:
“a viagem é de lascar”


P’ra confortar os amigos,
falou o Zé Mário Frota:
“A viagem é um pouco longa,
eu já conheço a rota,
mas a temporada é curta,
logo vocês tão de volta”
.


Gilberto compareceu,
mesmo sem ter compromisso,
ao lado do Luiz Costa,
que também já tá sem viço,
a quem disse, assobiando:
“Também já passei por isso”


Quem também deu sua “brechada”,
foi o velho Pauderney,
de braço com uma dama,
cujo nome eu não sei,
mas ele disse p’ra ela:
“Nesse barco eu já andei”!


Lupércio esteve presente,
bem ao lado do Belão,
e tiveram calafrios
só em ver o “Batelão”,
e logo fizeram um acordo:
“Daqui p’ra frente é Negão”.


Beto Michiles foi lá,
e dizem que passou mal,
relembrando as suas “férias”
que passou no Balatal,
ou então sentindo falta
da Câmara Federal.


Quando a turma já viajava,
pouco distante do cais,
eis que aparece o Negão,
para dizer “Vão em paz”,
mas também fez um lembrete:
“daqui a dois anos tem mais”