terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quantas estrelas tem no céu?

Ou neurônios na cabeça?
Taí, o professor explica:

"QUEBRANDO DOGMAS EM NEUROCIÊNCIA QUANTITATIVA: QUANTOS NEURÔNIOS TEM UM CÉREBRO"?
Roberto Lent, Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ

Resumo: Várias concepções acerca da evolução e do desenvolvimento do cérebro são baseadas em comparações entre a massa do corpo e a massa do cérebro, na falta de técnicas confiáveis para estimar a composição celular absoluta do cérebro, um órgão com extrema anisotropia na sua celularidade. Dentre essas concepções estão: (1) o cérebro humano tem 100 bilhões de neurônios, e dez vezes mais células gliais (as células de suporte que co-habitam o tecido nervoso); (2) o crescimento evolutivo do cérebro depende do crescimento do número de suas células em todas as espécies, e pode ser descrito por funções potência; (3) o córtex cerebral é o pináculo da evolução; (4) o crescimento do cérebro se dá pela adição de módulos de composição celular homogênea durante o desenvolvimento e a evolução; e (5) o desenvolvimento do córtex cerebral é todo completado durante a vida embrionária, e não envolve a adição pós-natal de novos neurônios (neurogênese adulta). Fazendo uso de um novo método criado no laboratório (fracionador isotrópico), realizamos contagens em diferentes espécies de mamíferos inclusive a humana, em adultos e animais em desenvolvimento, com vistas a testar esses conceitos. Os resultados permitiram questionar vários deles, e propor novos fundamentos para a interpretação da evolução e do desenvolvimento do cérebro.

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